Isso é asma.


Asma, bronquite alérgica, bronquite asmática, ou chiado alérgico, é uma doença que faz com que o paciente fique com muita dificuldade de respirar. Esta não é uma doença que causa sintomas o tempo todo, mas quando um paciente tem uma crise pode ser muito assustador.

Neste momento crítico as vias aéreas ficam muito estreitas e inflamadas e a criança apresenta muita dificuldade para respirar.

Os sintomas mais comuns são:

  • Chiado no peito.
  • Tosse seca, especialmente à noite, início da manhã, ou ao realizar exercícios.
  • Sensação de aperto no peito.
  • Dificuldade para respirar.

A gravidade dos sintomas é classificada segundo a frequência que eles aparecem no paciente.

Existem testes que podem indicar o diagnóstico de asma. A maioria das crianças com mais de 6 anos de idade conseguem realizá-los.

O que os pais precisam notar e saber durante uma consulta é o tipo de sintoma da criança, a frequência deles, se a falta de ar atrapalha o sono, o momento que aparecem, o que piora e o que melhora os sintomas.

O tratamento da asma utiliza de vários medicamentos, que podem ser inaladores, líquidos, ou pílulas. A prescrição depende do objetivo, se há necessidade de resolver o problema momentaneamente ou a longo prazo, e também qual o mais adequado frente a idade da criança.

Os sintomas de asma podem ser prevenidos com o uso adequado das medicações prescritas pelo seu médico. Você poderá também evitar o contato da criança com gatilhos de crise da doença que serão esclarecidos a cada consulta que realizar.

Os gatilhos mais comuns são:

  • Ficar doente com resfriado ou gripe.
  • Ácaros, mofo, animais de pelúcia, pólen, e outros alérgenos comuns.
  • Fumaça de cigarro.
  • Exercícios físicos.
  • Mudança no tempo.

O maior medo de um diagnóstico de asma para uma criança envolve como isto irá alterar sua vida. O importante é saber que seguir as indicações médicas da maneira mais correta possível permitirá uma vida ativa, sem grandes sacrifícios, para um indivíduo com asma.

Evite os gatilhos, siga um plano traçado com seu médico, note alterações dos sintomas e sempre use as medicações de controle.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850 

Bronquiolite não é bronquite.


A bronquiolite é uma infecção que afeta uma parte dos pulmões chamada bronquiolo. Estes são a parte tubular pequena que se rafimifica para carrear o ar para dentro e para fora dos pulmões. Quando esses tubos estão infectados eles ficam inchados e cheio de muco, o que torna a respiração extremamente difícil para uma criança

Geralmente é uma doença que afeta menores de 2 anos de idade. Na maioria das crianças, a bronquiolite tem resolução sozinha, mas algumas necessitam de avaliação médica. A causa mais comum é um vírus, o qual tem um nome curioso: Vírus Sincicial Respiratório.

Esse vírus, assim como outros que podem causar a bronquiolite são transmitidos pessoa a pessoa, pois eles estão presentes em partículas de secreção exaladas durante o ato de tossir e espirrar.

Essa doença tem um início similar a um resfriado, que pode começar com coriza nasal, tosse seca, febre e uma dificuldade para se alimentar.

Assim que a bronquiolite progride, outros sintomas aparecem:

  • Aumento da frequência respiratória
  • Dificuldade para respirar
  • Chiado no peito
  • Tosse
  • Dificuldade para se alimentar ainda maior

Sempre que houver dúvida sobre o estado de saúde de uma criança, há necessidade de avaliação médica. Todavia, após uma primeira visita com o diagnóstico da bronquiolite, o médico pode lhe explicar alguns sinais de alerta da doença, os quais indicam necessidade de retorno ao serviço médico, pois significam provável piora do estado clínico da criança:

  • Presença de esforço para respirar com afundamento da porção entre as costelas da criança.
  • Narinas que apresentem aumento da movimentação com a respiração.
  • Crianças menores de 3 meses que iniciem quadro febril.
  • Diminuição do número de fraldas com urina.

A bronquiolite é uma doença cuja evolução geralmente cursa com um momento de piora, a qual geralmente ocorre entre o 5º e o 6º dias do início da doença. O médico que avalia uma criança sempre leva esse fato em consideração para avaliar a necessidade de internação de uma criança.

O tratamento foca em oferecer à criança quantidade suficiente de oxigênio, e para fazer isso o serviço médico terá de retirar o muco do nariz do paciente para que ela respire melhor, oferecer inalações e oxigênio umidificado. Caso haja necessidade, medidas mais invasivas como a intubação podem ser realizadas.

Realizado um diagnóstico de bronquiolite, dificilmente haverá indicação de uso de antibióticos, pois essa é uma doença viral, e antibióticos não funcionam com vírus.

Caso a criança possa ser cuidada em casa, os cuidados oferecidos para que ela se sinta melhor passam por:

  • Oferecer quantidade correta de água.
  • Manter amamentação exclusiva se a criança tiver menos de 6 meses de idade.
  • Limpar o nariz da criança, se houver muita coriza e muco.
  • Observar qualquer sinal de alerta.
  • Impedir que fumem perto da criança.
  • Usar corretamente as medicações sintomáticas indicadas pelo seu médico.

As chances de adquirir a bronquiolite e suas piores complicações diminuem consideravelmente com a higiene correta das mãos, não se expor a indivíduos doentes, e manutenção da carteira vacinal sempre em dia.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

Deficiência de G6PD.

A deficiência de G6PD ou glicose-6-fosfato desidrogenase é um problema que envolve as hemácias, ou parte vermelha do sangue.

A G6PD é uma proteína que ajuda as hemácias a funcionarem normalmente.

A deficiência dessa substância deixa as hemácias mais sensíveis e são facilmente destruídas por certas medicações e substâncias químicas. Se a hemácia é destruída, em um processo chamado hemólise, o paciente pode ficar com poucas células vermelhas no sangue, o que se chama anemia.

Esse é um problema que as pessoas nascem com ele, sendo causado por um gene anormal.

Existem vários tipos de deficiência de G6PD, sendo mais comum em certos grupos de indivíduos do que outros.

A deficiência de G6PD é mais comum em etnias oriundas do Mediterrâneo e Oriente Médio.

Na forma mais comum de deficiência de G6PD a hemolise não acontece o tempo todo, mas sim quando a criança entra em contato com certos gatilhos, que podem ser:

  • Algumas infecções
  • Medicações como antibióticos “sulfa” e anti-maláricos.
  • Comidas específicas como fava
  • Entrar em contato com certas substâncias químicas como as presentes na naftalina.

Os sintomas da deficiência de G6PD dependem do tipo apresentado pela criança, e muitas vezes eles se apresentam apenas quando em contato com um gatilho.

Esses indivíduos se apresentam com:

  • Icterícia (pele amarelada)
  • Palidez
  • Urina escura
  • Dor nas costas
  • Dor abdominal

Existem testes laboratoriais para avaliação da deficiência de um paciente, sendo o teste do pezinho ampliado um deles.

O tratamento depende dos sintomas e da gravidade da anemia da criança. A maioria das pessoas não precisa de nenhum tratamento, pois os sintomas geralmente melhoram após algumas semanas da retirada do gatilho.

Anemias severas podem precisar de transfusões sanguíneas e bebês podem precisar de terapia com uma luz azul, a fototerapia.

Mais informações confiáveis você pode encontrar aqui: APAESP.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

A batida na cabeça.

O traumatismo craniano ocorre comumente na infância e na adolescência. A maioria dos traumas é moderado e não se associam a lesão cerebral, ou complicações crônicas.

Os pais de uma criança com traumatismo craniano devem colaborar com o serviço médico sobre a necessidade de avaliação clínica, monitorar, na medida da possibilidade, sinais e sintomas de piora e desenvolver um plano para diminuir os riscos de traumas futuros.

As quedas são a causa mais comum de trauma craniano em crianças, seguido de acidentes automobilísticos, bicicletas, prática esportiva e abuso. O risco de lesão cerebral aumenta com o grau de gravidade do trauma.

A criança precisa de avaliação médica sempre que:

  • Queda maior que 1 metro
  • Idade menor que 6 meses
  • Mais de um vômito
  • Apresenta convulsões ou desmaio
  • Apresenta dor de cabeça cada vez pior
  • Dificuldade para andar, falar ou enxergar
  • Parece confusa, ou age de uma maneira diferente, preocupante
  • Apresenta tontura após certo tempo
  • Apresenta sangramento nasal ou saída de líquido claro pelo nariz
  • Apresenta corte que continua sangrando mesmo após pressioná-lo por 10 minutos
  • Apresenta fraqueza ou sensibilidade diminuída em um alguma parte do corpo
  • Não consegue parar de chorar
  • Tem dificuldade de se manter acordado
  • Recebeu o trauma de maneira muito violenta

A maioria dos pais tem dúvidas sobre o que pode ser feito caso o trauma tenha sido leve. Primeiramente deite a criança, deixe-a relaxada, ofereça um pouco de água.

Se houve alguma lesão, pressione o local com uma gaze limpa por 10 minutos. Coloque gelo ou algo gelado nos locais inchados, por pelo menos 20 minutos.

Observe a criança atentamente. Se o trauma piorar, ou a criança começar a agir de maneira estranha procure rapidamente o serviço médico.

Após se apresentar em um serviço médico, o profissional poderá decidir se haverá necessidade de exames de imagem ou não, baseado na idade da criança, sintomas e o modo que o trauma ocorreu.

A maioria dos casos não necessita de exames de imagem. Todavia, se houver necessidade o exame a ser solicitado, se disponível, será uma tomografia computadorizada, pois ele mostra imagens detalhadas do cérebro e do crânio, evidenciando sangramentos ou lesões ósseas.

O tratamento escolhido depende da gravidade do trauma e dos sintomas apresentados.

Na maioria das vezes o médico irá optar por aguardar e observar a criança.

Os cuidados posteriores são definidos caso a caso.

O mais importante é a prevenção de acidentes que podem levar ao traumatismo craniano:

  • Não durma com o bebê no colo
  • Sempre utilizar de capacetes quando usar bicicleta, skate, patinete ou patins
  • Não brincar em ruas movimentadas
  • Instalar assento infantil de maneira correta no carro
  • Colocar portões e proteções em escadas
  • Ensinar crianças a atravessar as ruas olhando para os dois lados

Sempre tenha o controle da situação, tenha calma, proteja adequadamente sua criança e caso o acidente ocorra, avalie o que aconteceu e procure auxílio médico se dúvida, sempre que possível.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

Limpando os ouvidos.

O que há em uma orelha de criança que precisa ser sistematicamente higienizada com cotonetes introduzidos dentro do canal auditivo? Nada!

As partes internas da orelha não precisam ser limpas em casa, assim como pode ser muito perigoso utilizar qualquer tentativa de limpeza caseira, tais como tampas de caneta, palitos e cotonetes.

Os riscos são de lesionar a membrana timpânica, os ossículos que compõem o aparelho auditivo e, inclusive, piorar os problemas com a famosa “cera“.

A “cera”, ou cerumen auxilia na proteção do canal auditivo, prevenindo inclusive infecções.

Obviamente há casos em que há muito cerumen, levando à impactação, o que pode gerar sintomas como:

  • Dificuldade auditiva.
  • Dor nos ouvidos.
  • Zumbido.
  • Sensação de “ouvidos tampados”.

Essa impactação pode ocorrer pelas seguintes razões:

  • Doenças que afetam o canal auditivo, como problemas de pele que aumentam a produção de cerumen.
  • Canal auditivo pequeno.
  • Erros na higiene, como o uso de cotonete na parte interna do aparelho auditivo.
  • Grande produção de cerumen.

Se uma criança apresenta algum desses sintomas, procure um médico, ele poderá, após exame clínico, indicar qual a melhor maneira de resolver a impactação de cerumen, que vai desde o uso de medicamentos otológicos, até procedimentos especiais.

Resumindo, o canal auditivo não precisa ser limpo em casa, muito menos com cotonete, o que certamente irá piorar qualquer situação.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

 

 

 

 

Caxumba em surto.

Caxumba é uma infecção causada por vírus. Essa infecção causa inchaço de glândulas que ficam à frente das orelhas e próxima da mandíbula, chamadas glândulas parótidas.

Ela já foi muito mais comum do que atualmente. Poucas pessoas têm essa doença hoje em dia, pois a maioria das crianças é vacinada contra ela.

O sintomas variam. Algumas pessoas podem não apresentar nada, e outras podem apresentar:

  • Febre
  • Cansaço e desânimo
  • Dor de cabeça
  • Falta de apetite

Após, aproximadamente, dois dias do início destes sintomas as glândulas parótidas começam a inchar.

As pessoas podem se infectar com o vírus da caxumba, se elas não tomaram a vacina ou nunca tiveram a doença anteriormente, apenas com o simples contato com alguém infectado. Os sintomas podem durar de 14 a 18 dias.

Em momentos de surtos da doença, o que significa que várias pessoas apresentam caxumba, é importante rever o calendário vacinal das crianças, e em caso de dúvida entrar em contato com seu médico.

Além do uso de medicações sintomáticas indicadas por um médico, é possível usar compressas aquecidas no local inflamado, de 10 a 15 minutos, algumas vezes ao dia, para melhorar a dor local.

Os sintomas da doença geralmente melhoram em duas semanas. As principais e raras complicações da doença são inchaço dos testículos nos meninos, inflamação dos ovários nas meninas, inflamação do sistema nervoso e surdez.

O tempo que uma criança de precisa ser afastada de sua escola ou creche depende de caso a caso, e precisa ser avaliada pelo médico.

O mais importante para evitar a caxumba é o respeito ao calendário vacinal, e essa é a principal razão de surtos da doença acontecerem esporadicamente.

A razão para a vacinação inadequada pode ser desde o esquecimento da realização das doses de reforço, problemas do sistema de saúde, até boatos sobre efeitos colaterais inexistentes da vacina.

Algum tempo atrás foi realizada uma associação entre a vacina contra caxumba e o desenvolvimento de autismo, mas isso se mostrou falso, e incapaz de ocorrer.

Realize a imunização sem medo e proteja suas crianças.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

Vacina de gripe causa gripe?

“Meu filho tomou a vacina de gripe e agora está com nariz escorrendo, tossindo e com febre”, ou “nem vou tomar a vacina da gripe para não ficar resfriado” são frases que muitos de nós já ouvimos ou, de maneira incorreta, já dissemos.

Afinal de contas, como uma vacina que contém partes daquilo que causa uma doença não adoece um paciente? Como os médicos afirmam com tanta certeza que a vacina da gripe não causa gripe?

Vamos lá, a famigerada vacina da gripe tem várias etapas em sua produção. Ela se inicia pela escolha da cepa, ou tipo de vírus que será escolhido para proteção em cada ano.

Não é somente um tipo de vírus que causa a gripe, mas vários, e destes vários, alguns ainda podem sofrer mutações, ou modificações, que podem alterar, de tempos em tempos, qual causa mais ou menos casos de gripe.

Depois da árdua tarefa de escolher os tipos, eles são isolados e alterados para serem produzidos de um modo similar ao mesmo de 60 anos atrás, que é por meio de ovos, onde esses vírus alterados vão se reproduzir e é a razão de pessoas com reações alérgicas graves a elementos presentes em ovos devem conversar com seu médico antes de fazer uso dessa vacina.

Após essas etapas a vacina será preparada, com a inativação e purificação do vírus, e está é a razão de nós médicos afirmarmos que a vacina não causa gripe, neste passo o vírus, em outras palavras, é “morto”, e apenas suas partes inativadas são utilizadas. A purificação é o processo que garante que apenas as partes inativadas estejam presentes na vacina, e não outras partes, como proteínas do ovo, usadas na produção.

Mas de que serve o vírus “morto” então? Nossas células de defesa irão capturar essas partículas, e usar dessa informação para seu aprimoramento e evitar que, caso o indivíduo entre em contato com um vírus vivo, a infecção não seja tão grave como poderia ser.

Apesar disso tudo, há ainda risco de efeitos adversos, como a alergia a elementos da vacina, como já explicado, ou reações leves, relacionadas a nossa defesa corporal, como uma vermelhidão da pele após a injeção, mas jamais o desenvolvimento de gripe.

Se logo após a vacinação a criança apresentar sintomas de gripe, provavelmente ela já havia entrado em contato com algum vírus vivo, ou algum vírus que não foi escolhido para nos proteger via vacinal.

Sempre tire suas dúvidas com seu médico, em especial se seu filho precisa e pode fazer uso da vacinação contra a gripe, e saiba que existe sim uma razão para ter tanta certeza de que não foi a vacina da gripe que causou gripe.