Bebês com Refluxo

Refluxo, ou refluxo gastro-esofágico, é o que se chama quando o ácido que normalmente fica no estômago acaba subindo para o esôfago, que é o tubo que leva a comida da boca até o estômago.

Bebês saudáveis geralmente têm refluxo, e acabam cuspindo leite materno, ou fórmula, logo após as mamadas. Isso não machuca o bebê, e a maioria acaba não apresentando mais o quadro sem nenhum tipo de tratamento.  Todavia, algumas crianças podem ter problemas mais sérios e até apresentarem a doença do refluxo gastro-esofágico.

Alguns bebês têm um risco maior de apresentarem essa doença:

  • Bebês prematuros
  • Vivem em ambiente com fumantes
  • Bebês com síndrome de Down
  • Bebês com problemas cerebrais

Você pode perceber se seu filho, ou filha, tem esse tipo de problema se ele acaba cuspindo muito leite e também:

  • Tem recusa alimentar
  • Chora muito e arqueia o corpo como se estivesse com dor
  • Engasga frequentemente com o leite
  • Apresenta vômitos frequentes
  • Não tem ganho de peso adequado

Se você perceber que seu bebê apresenta esses problemas, procure o auxílio de um serviço médico que poderá avaliar a gravidade da situação.

Há algumas coisas que você pode fazer para melhorar o refluxo, tais como:

  • Manter o bebê em posição vertical após se alimentar, segurando-o nos braços por 20 a 30 minutos após se alimentar, ao invés de colocá-lo prontamente para deitar-se.
  • Colocar o bebê em um assento infantil não ajuda a controlar o refluxo e pode piorar o quadro.
  • Sempre coloque o bebê para dormir de barriga para cima, com ou sem refluxo!
  • Parar de fumar, que além de melhorar o refluxo, evitará inúmeros problemas relacionados ao tabagismo passivo.
  • Uma dieta sem leite de vaca e sem soja, pois alguns bebês têm problemas para digerir a proteína do leite de vaca, ou produtos derivados da soja. O pediatra pode solicitar a retirada desses alimentos da dieta da criança,  e inclusive da mãe, se esta estiver amamentando.

O tratamento do refluxo muitas vezes é desnecessário, e muitas vezes medicações não fazem o bebê se sentir melhor.

O médico pode, em casos especiais, indicar uso de fórmulas lácteas mais consistentes, que dificultem o refluxo gastro-esofágico, e até mesmo indicar uso de certas medicações.

Jamais faça uso de fórmulas lácteas por conta própria, não suspenda a amamentação e não use medicamentos sem indicação médica.

Tire suas dúvidas com seu pediatra, e tenha em mente que muitas vezes bebês agem de modo estranho, e isso pode não ser doença alguma, muito menos refluxo.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163.850

A Febre

O que é a febre? Por que temer esse sintoma de modo tão desesperador?

A febre é o aumento da temperatura corporal até um certo nível. O nível é determinado pelo modo que ela é aferida.

Ela é a resposta natural a uma grande gama de ocasiões, sendo a mais comum  uma infecção.

É possível aferir a temperatura pela boca, axilas, ouvidos, testa e reto. Cada local tem suas vantagens e desvantagens de uso.

De uma maneira geral, uma temperatura acima de 37,8ºC  obtida em casa, com termômetros facilmente encontrados em farmácias, já pode ser considerada febre, e necessita de maior atenção dos pais.

De todo modo, o valor da temperatura, seja 38ºC ou 40ºC,  é menos importante do que o quão doente seu filho, ou filha, aparenta estar. A febre é apenas um dado a mais, dentro de um todo que representa uma criança.

Então vamos lá, qual a melhor maneira de aferir a temperatura de uma criança em casa?

Utilizando uma termômetro axilar, o mais comum em nosso país, deixe-a calma, em um ambiente neutro, não muito coberta, aguarde de 3 a 4 minutos, caso use um termômetro de vidro, ou pelo sinal do termômetro digital. Anote o valor, para não se esquecer.

Uma temperatura elevada pode ser causada por um resfriado, uma gripe, infecção de vias aéreas, das vias urinárias ou intestinais. Ou seja, não é a febre que está causando o verdadeiro mal, mas sim o vírus ou bactéria que está atacando o organismo da criança.

Não existe embasamento científico suficiente para a crença de que o crescimento dos dentes cause febre.

Assim que a febre for notada, a criança deve ser levada a um serviço médico se:

  • Ela for menor de 3 meses, mesmo que pareça estar bem. E, se nenhum médico lhe indicou uso de qualquer antitérmico, não use.
  • A criança tiver  entre 3 meses e 3 anos, com aparência ruim, doente, com recusa de líquido, e temperatura crescente.

Crianças de qualquer idade devem ser levadas a um serviço médico se:

  • A temperatura aferida for de 40ºC
  • Convulsões acompanham a febre
  • Febre que são persistentes, mesmo com uso de antitérmicos
  • A criança tem alguma comorbidade, como problemas no coração, câncer, lupus, ou anemia falciforme e está com febre
  • Febres que cursam com manchas na pele

Para confortar uma criança com febre você pode oferecer água em abundância, sucos e chás. Manter a criança em um local calmo, encorajando-a a descansar. Compressas podem ser reconfortantes, assim como banhos mornos.

Nunca é uma boa ideia realizar compressas com álcool em uma criança. E jamais dê ácido acetilsalicílico (aspirina) para uma criança para combater a febre.

Ao levar a criança ao pediatria, este irá procurar a causa deste sintoma. Ele poderá solicitar exames de imagem e exames de sangue somente se o exame físico não esclarecer o foco de uma provável infecção.

Antibióticos não tratam febre, eles serão indicados apenas se a causa desta for uma infecção por bactérias, pois se os causadores forem os vírus, não haverá necessidade de seu uso também.

Remédios que combatem a febre como a dipirona, o paracetamol e o ibuprofeno podem ser indicados, mas não são sempre necessários. Uma criança acima de 3 meses, com temperatura elevada, mas menor que 38,9ºC e que aparenta estar saudável, agindo de modo normal não precisa de tratamento.

Toda dúvida deve ser tirada com seu médico, jamais dê remédios por conta própria.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

 

 

 

 

 

Sinusite atacada

Quantas vezes você já foi ao pediatra e disse que seu filho, ou filha, tem sinusite, e está com a mesma atacada? Afinal de contas o que é sinusite?

A sinusite é uma doença que causa congestão nasal, tosse, dor na face e coriza.

Os seios da face são áreas ocas nos ossos que compõem nossa face. Eles têm uma fina camada de de tecido que produz uma pequena quantidade de muco. Quando há uma infecção nessa região há um inchaço importante e muita produção de muco, o que acaba por causar vários sintomas.

A sinusite pode acontecer quando uma criança está gripada. Os germes que causam a gripe e o resfriado podem infectar os seios da face também, e muitas vezes a criança aparenta estar melhorando de um resfriado e logo após piora de seus sintomas.

Os sintomas, deste modo, são:

  • Tosse
  • Congestão nasal
  • Coriza
  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Dor ou inchaço na face
  • Pigarro
  • Mau hálito

Os pais devem procurar serviço médico quando:

  • A criança apresenta congestão nasal, coriza ou sensação de nariz tampado por mais de dez dias
  • Temperatura aferida maior de 37,8ºC, com saída de secreção nasal amarelada ou esverdeada por 3 a 4 dias seguidos, com estado geral ruim
  • Piora progressiva de sintomas

Muitas vezes um quadro de sinusite pode levar a problemas sérios. Um serviço de pronto atendimento deve ser buscado se a criança apresentar:

  • Febre maior que 39ºC
  • Dor aguda e severa na face e na cabeça
  • Dificuldade para enxergar de maneira correta
  • Confusão mental
  • Inchaço ou vermelhidão ao redor dos olhos
  • Dificuldade para respirar

Após o diagnóstico realizado e o tratamento médico indicado, existem atitudes que podem ser tomadas para melhorar o estado de uma criança com sinusite.

Além do uso de medicamentos sintomáticos indicados pelo seu médico, o uso de inalações com soro fisiológico e limpeza nasal frequentes mostram-se eficazes no alivio dos sintomas.

O tratamento médico muitas vezes não precisa do uso de antibióticos, pois a maioria das sinusites tem causa viral.

Nos casos em que há necessidade do uso de antibióticos, faça o uso exatamente como prescrito pelo médico. Caso a criança não apresente melhora alguma após o  início do tratamento, converse com seu médico, pois às vezes há necessidade de troca do tipo de antibiótico.

Raramente são necessários exames de imagem para o diagnóstico de sinusite, mas se assim for, os exames de escolha são a tomografia e ate uma pequena câmera que pode e mostrar dentro dos seios da face.

Evite a sinusite com a higiene das mãos de suas crianças de maneira adequada e carteira vacinal em dia. Toda dúvida deve ser retirada com seu médico de confiança.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163.850

 

 

 

Que dor de ouvido!

Dores no ouvido são extremamente comuns no período do frio, em especial após um resfriado.

O que você não deve saber é que nem todas precisam ser tratadas com antibióticos.

Uma infecção no ouvido é um problema que pode causar dor, febre e dificuldades auditiva. Esse problema é muito comum em crianças.

Durante um resfriado há certa produção de fluido na parte média dos ouvidos e atrás dos tímpanos, e este pode acabar infectando e pressionar o tímpano, fazendo com que fique túrgido.

Em algumas crianças essa secreção pode permanecer por meses, mesmo após a dor e a infecção se resolverem, e isso pode ocasionar uma perda auditiva moderada e temporária.

Se essa perda auditiva for prolongada pode até mesmo ocasionar problemas de aprendizado e linguagem.

Os sintomas de uma infecção no ouvido são:

  • Febre
  • Sensação de aperto nos ouvidos
  • Tontura
  • Falta de apetite
  • Vômitos
  • Diminuição da acuidade auditiva

Se por alguma razão você acha que seu filho, ou filha, pode estar com uma infecção nos ouvidos, procure um serviço de saúde.

Temporariamente para aliviar a dor até a visita a um médico é possível utilizar medicações analgésicas, como o paracetamol, mas jamais ácido acetil salicílico, pois esta medicação pode gerar um problema extremamente grave chamada síndrome de Reye.

O tratamento de uma infecção no ouvido pode envolver o uso de antibióticos, que irão matar as bactérias que podem estar causando o problema.

Muitas vezes, no entanto, o médico pode julgar não ser necessário o uso desse tipo de medicamento. Isso acontece porque muitas infecções dos ouvidos são causadas por vírus, e não bactérias, e antibióticos não matam vírus. Além disso, muitas dessas infecções se resolvem sozinhas.

Geralmente os pediatras prescrevem antibióticos para crianças menores de 2 anos de idade, e para as mais velhas podem decidir apenas aguardar e tratar com sintomáticos.

E não, colocar óleo quente no ouvido, como alguns ditos populares indicam, não resolve o problema, podendo piorar a situação e lesar o tímpano e o conduto auditivo irreversivelmente.

A necessidade de procurar um serviço médico se dá quando:

  • Após 1 a 2 dias de sintomas a dor e a febre não melhoram de maneira alguma
  • Após 2 dias de antibióticos não houve melhora ou até mesmo houve piora

Os pais devem conversar com seu médico de confiança sobre a possibilidade de problemas de aprendizado e linguagem em crianças com infecções de ouvido menores de 2 anos de idade.

Caso a secreção no ouvido esteja causando perda auditiva e não melhore após vários meses, o médico pode sugerir um tratamento que ajudará a drenar esse fluido. Isto envolve a colocação de um tubinho através do tímpano.

Se sua criança tem muitas infecções de ouvido,  pergunte a seu médico sobre o que você pode fazer para prevení-las.

A carteira vacinal em dia é o primeiro passo para a prevenção desse tipo de infecção.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163.850

 

 

 

 

A Conjuntivite


A conjuntivite é o nome dado popularmente a um conjunto de afecções dos olhos. 
Você pode ter conjuntivite se apresentar olhos:

  • Avermelhados ou rosas
  • Com secreção 
  • Com prurido ou queimação
  • Com pálpebras grudadas

A conjuntivite pode ser causada por uma infecção, alergia ou irritantes desconhecidos.

Essa doença é facilmente transmitida quando a causa é infecciosa. Geralmente as crianças adquirem essa doença após tocarem algo que teve contato com os olhos infectados de alguém.

Um indivíduo com conjuntivite deve ter suas fronhas, toalhas e itens pessoais separados dos demais moradores de uma mesma casa.

A procura de um serviço médico deve ser realizada sempre que os olhos apresentarem vermelhidão, secreção ou dor.

A maioria dos casos de conjuntivite se resolvem sozinhos, sem necessidade de qualquer tratamento. Todavia, algumas crianças necessitam de medicamentos.

Dentro das causas infecciosas a maioria dos casos envolve a presença de um vírus, então o uso de antibióticos não irá auxiliar em nada. E mais, a infecção viral da conjuntiva se resolve em poucos dias. 

A conjuntivite causada por bactérias pode ser tratada com antibióticos no formato de colírios.

Outras causas podem ser tratadas com medicações utilizadas no tratamento de alergias, que não irão resolver a conjuntivite, mas irão ajudar na coceira e irritação.

Quando utilizar colírios por causa de uma infecção, não encoste no olho bom após entrar em contato com o olho infectado, nem mesmo o recipiente da medicação deve ser utilizado para gotejar nos mesmos olhos.

Se a criança utilizar lentes de contato é muito importante que um serviço médico seja buscado, pois as causas de conjuntivite nesse caso podem ser muito graves. Durante o tratamento de infecções oculares o paciente poderá ter de parar o uso de lentes de contato, e até mesmo ter de descartar o par de lentes utilizado, se estas forem descartáveis.

A prevenção da conjuntivite parte da higiene adequada das mãos com água e sabão, ou álcool gel. Não compartilhar toalhas, roupas de cama ou itens pessoais também faz parte da prevenção. Crianças deverão ser afastadas de suas atividades escolares para não haver a disseminação da doença entre seus colegas.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

Amendoim com salsicha.

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“Meu filho comeu um cachorro quente e logo depois ficou assim, todo empipocado!”

É muito comum ouvir queixas como essa em pronto-socorros de Pediatria, e não somente com os alimentos do título, mas uma grande variedade, que são capazes de gerar alergias.

A alergia alimentar acontece quando o sistema imune de um indivíduo responde como se um alimento fosse ruim para seu corpo. Essa reação pode ser tão grave que mesmo que a pessoa coma, toque ou até mesmo respire perto da comida ela pode ter uma reação alérgica.

A maioria dessas reações podem aparecer em 5 minutos ou após 1 hora após o contato com a comida.

Os alimentos que causam alergia mais comumente são:

  • Leite e alimentos que contêm leite.
  • Ovos.
  • Farinha de trigo.
  • Soja.
  • Amendoim.
  • Castanhas, como amêndoas  e nozes.
  • Peixes e frutos do mar.
  • Corantes, conservantes e aditivos alimentares.

Toda pessoa pode ser alérgica a um ou mais alimentos, e muitas vezes é difícil afirmar se alguém tem realmente ou não alergia alimentar, pois alguns sintomas que podem aparecer após comer algo podem ter corrido por outras razões.

Os sintomas podem aparecer de uma forma branda até mais grave:

  • Placas avermelhadas e que causam coceira.
  • Pele avermelhada e inchada.
  • Inchaço dos olhos.
  • Espirros e coriza.

Os sintomas mais graves podem incluir:

  • Tosse.
  • Chiado no peito.
  • Dificuldade para respirar.
  • Desmaios.
  • Tonturas.

É importante notar que cada pessoa pode ter sintomas diferentes uma das outras com o mesmo alimento, e que a mesma pessoa pode ter reações diferentes a cada vez que entra em contato com o a fonte da alergia.

Existem exames que podem dizer se uma criança é alérgica a algum tipo de comida, ou não. A decisão do melhor modo de realizá-lo é feita pelo médico.

Existem testes feitos na pele, com pequenas amostras de fontes de alergia e observar se há alguma reação no local testado.

Existem também testes realizados com amostras de sangue, que procuram por proteínas chamadas anticorpos, as quais o corpo produz quando uma pessoa tem uma reação alérgica.

O tratamento envolve a avaliação da gravidade da reação alérgica.

Para casos extremamente graves, chamada de anafilaxia, a medicação de escolha é a adrenalina, e muitas vezes a criança terá de ficar em observação no hospital e fazer uso de medicamentos chamados anti-histamínicos.

A prevenção de reações alérgicas ocorre ao evitar o contato a alimentos que sabidamente  são causadores da alergia. Mesmo pequenas quantidades de comida podem causar grandes e perigosas reações.

Sempre leia embalagens de alimentos, pergunte nos restaurantes quais os ingredientes dos pratos pedidos e, se a reação é grave, indica-se utilizar braceletes ou algo que mostre que a criança é alérgica algum alimento.

Depois de um diagnóstico de alergia alimentar, algumas mudanças no estilo de vida da criança precisarão mudar, e um plano para evitar reações alérgicas deve ser traçado, em conjunto com um médico.

Não é possível ainda saber se uma criança terá ou não as mesmas alergias de seus pais, mas muitos fatores genéticos estão em jogo nesse caso, e a cautela está indicada, mas não há uma maneira definitiva de prever isso.

Sempre tire suas dúvidas com seu médico, pergunte sobre como prevenir reações que você já observou em seu filho, ou filha, e em casos graves procure um serviço de emergência.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

 

 

 

 

Como os rins podem adoecer?

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Aqui será falado sobre doença glomerular, que é o nome de uma doença que afeta os rins. Estes são órgãos que fazem parte do trato urinário que participam da produção de urina.

Todo rim tem duas partes:

Uma parte que filtra o sangue, retirando as impurezas e o excesso de álcool e água

Uma parte que coleta a urina

Na doença glomerular a primeira parte não está funcionando de modo adequado. Como resultado, substâncias que não deveriam estar na urina como sangue e proteínas podem aparecer por lá.

Essa doença renal pode se desenvolver rapidamente ou durante um longo período de tempo, sendo que existem vários tipos de doenças glomerulares e cada uma pode ter uma causa diferente.

Algumas vezes elas podem causar doenças muito graves, levando a insuficiência renal aguda, o que significa que os rins param de funcionar adequadamente.

Elas podem causar também doença renal crônica, que pode ser entendido como a parada lenta do funcionamento dos rins.

Os sintomas dependem do tipo de doença glomerular que a criança pode ter e o que poderia a estar causando. Estes podem ser:

  • Sangue na urina, ou urina avermelhada, rosada ou marrom.
  • Inchaço das mãos, da face, pés, ou barriga.
  • Sensação de cansaço.
  • Urinar pouco.

Algumas  pessoas podem nem mesmo apresentar sintomas, e acabam descobrindo o problema durante um exame de rotina.

Existem vários exames e testes diagnósticos para doenças glomerulares, que vão desde exames de sangue e urina, até ultrassonografia dos rins e biópsia, que é a retirada de uma pequena porção do rim para poder ser analisado por um médico patologista.

O tratamento de uma doença glomerular depende dos sintomas, o que está causando os sintomas e o quão rápido a doença está avançando.

Algumas não precisam de tratamento, mas apenas controle. Outras podem apresentar resolução sem uso de medicamentos específicos.

Quando há necessidade de tratamento, este pode incluir:

  • Medicamentos chamados esteroides.
  • Medicamentos muito fortes, os quais são capazes de desligar o sistema imune de uma criança.
  • Diuréticos, os quais fazem o pacientes urinar mais.
  • Anti-hipertensivos, pois algumas glomerulonefrites podem cursar com aumento da pressão arterial.
  • Hemodiálise, que é o procedimento em que uma máquina bombeia o sangue para fora do corpo, filtra e o reorganização para o corpo.
  • Diálise peritoneal, um procedimento que pode ser realizado até mesmo em casa, diariamente. Ele envolve a colocação de um fluido especial dentro da barriga da criança, o qual coleta o excesso de sal e água no sangue. Após o procedimento o fluido é drenado para fora do corpo.

Há ainda o transplante renal, usado quando a equipe médica decide que o melhor é a colocação de um rim saudável dentro do corpo de um paciente com doença renal.

Na maior parte das vezes em que um diagnóstico de doença renal glomerular é feito para os pais de uma criança, a palavra pode parecer estranha e o desconhecimento sobre o funcionamento de um dos órgãos mais complexos do corpo humano, como os rins, pode assustar.

Sempre tire suas dúvidas com seu médico e busque informações de fontes confiáveis, as quais ele mesmo pode indicar.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850