Amendoim com salsicha.

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“Meu filho comeu um cachorro quente e logo depois ficou assim, todo empipocado!”

É muito comum ouvir queixas como essa em pronto-socorros de Pediatria, e não somente com os alimentos do título, mas uma grande variedade, que são capazes de gerar alergias.

A alergia alimentar acontece quando o sistema imune de um indivíduo responde como se um alimento fosse ruim para seu corpo. Essa reação pode ser tão grave que mesmo que a pessoa coma, toque ou até mesmo respire perto da comida ela pode ter uma reação alérgica.

A maioria dessas reações podem aparecer em 5 minutos ou após 1 hora após o contato com a comida.

Os alimentos que causam alergia mais comumente são:

  • Leite e alimentos que contêm leite.
  • Ovos.
  • Farinha de trigo.
  • Soja.
  • Amendoim.
  • Castanhas, como amêndoas  e nozes.
  • Peixes e frutos do mar.
  • Corantes, conservantes e aditivos alimentares.

Toda pessoa pode ser alérgica a um ou mais alimentos, e muitas vezes é difícil afirmar se alguém tem realmente ou não alergia alimentar, pois alguns sintomas que podem aparecer após comer algo podem ter corrido por outras razões.

Os sintomas podem aparecer de uma forma branda até mais grave:

  • Placas avermelhadas e que causam coceira.
  • Pele avermelhada e inchada.
  • Inchaço dos olhos.
  • Espirros e coriza.

Os sintomas mais graves podem incluir:

  • Tosse.
  • Chiado no peito.
  • Dificuldade para respirar.
  • Desmaios.
  • Tonturas.

É importante notar que cada pessoa pode ter sintomas diferentes uma das outras com o mesmo alimento, e que a mesma pessoa pode ter reações diferentes a cada vez que entra em contato com o a fonte da alergia.

Existem exames que podem dizer se uma criança é alérgica a algum tipo de comida, ou não. A decisão do melhor modo de realizá-lo é feita pelo médico.

Existem testes feitos na pele, com pequenas amostras de fontes de alergia e observar se há alguma reação no local testado.

Existem também testes realizados com amostras de sangue, que procuram por proteínas chamadas anticorpos, as quais o corpo produz quando uma pessoa tem uma reação alérgica.

O tratamento envolve a avaliação da gravidade da reação alérgica.

Para casos extremamente graves, chamada de anafilaxia, a medicação de escolha é a adrenalina, e muitas vezes a criança terá de ficar em observação no hospital e fazer uso de medicamentos chamados anti-histamínicos.

A prevenção de reações alérgicas ocorre ao evitar o contato a alimentos que sabidamente  são causadores da alergia. Mesmo pequenas quantidades de comida podem causar grandes e perigosas reações.

Sempre leia embalagens de alimentos, pergunte nos restaurantes quais os ingredientes dos pratos pedidos e, se a reação é grave, indica-se utilizar braceletes ou algo que mostre que a criança é alérgica algum alimento.

Depois de um diagnóstico de alergia alimentar, algumas mudanças no estilo de vida da criança precisarão mudar, e um plano para evitar reações alérgicas deve ser traçado, em conjunto com um médico.

Não é possível ainda saber se uma criança terá ou não as mesmas alergias de seus pais, mas muitos fatores genéticos estão em jogo nesse caso, e a cautela está indicada, mas não há uma maneira definitiva de prever isso.

Sempre tire suas dúvidas com seu médico, pergunte sobre como prevenir reações que você já observou em seu filho, ou filha, e em casos graves procure um serviço de emergência.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

 

 

 

 

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