Anemia

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Fonte: Getty Images

Anemia é um dos termos que médicos e enfermeiras usam quando uma pessoa tem poucas células vermelhas. As células vermelhas são as responsáveis por carrear oxigênio em nosso corpo.

A anemia pode acontecer por várias razões, sendo que a mais comum é a falta de ferro, o que se chama anemia ferropriva, a qual pode ocorrer pois:

  • Há muita perda de sangue por alguma razão.
  • O corpo não consegue absorver ferro suficiente.
  • Não há ferro suficiente nos alimentos ingeridos.

A maioria das pessoas com anemia ferropriva não apresenta sintomas, que podem ser:

  • Cansaço ou fraqueza.
  • Dores de cabeça.

O teste para avaliar anemia se chama hemograma, e deverá ser indicado pelo médico.

O tratamento de uma anemia primeiramente envolve determinar se há sangramento. Após descartar essa causa, o uso de suplementos com ferro via oral é bastante comum.

Comer alimentos ricos em ferro muitas vezes não é suficiente, e o uso de ferro em forma de gotas ou comprimidos é necessária.

O suplemento de ferro pode ter vários colaterais como dor de estômago, constipação e fezes enegrecidas.

Converse com seu médico para saber a necessidade de uma criança fazer uso ou não de suplemento de ferro.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

Meu filho está crescendo?

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Atire a primeira pedra a mãe que nunca sequer pensou: “Será que meu filho está crescendo de forma adequada?”. Esse pensamento é totalmente compreensível, e a melhor forma de sanar as dúvidas é por meio da explicação do crescimento normal da criança.

Quais os fatores que estimulam o crescimento, e que podem contribuir com um processo pleno, e que se não bem trabalhados podem acabar atrapalhando o desenvolvimento?

  • Fatores genéticos: determinam o potencial de crescimento do seu filho.
  • Fatores neuroendócrinos: estímulo do corpo por meio do Sistema Nervoso Central e de hormônios.
  • Fatores ambientais: ausência de doenças crônicas como, por exemplo, a asma; vacinação adequada (evitando doenças de fácil prevenção); atividade física; higiene do ambiente domiciliar; relações afetivas e sono adequado.
  • Fatores nutricionais: alimentação balanceada

Ainda mais, sobre o funcionamento do crescimento de uma criança é interessante saber:

  • Aumento da estatura em torno de 50% no primeiro ano de vida (média de ganho de 25 cm ao final do primeiro ano).
  • Ganho de 13 cm no segundo ano de vida.
  • 8 cm aos 2 anos, 7 cm aos 3 anos e média 5-6cm até o início da puberdade.

Percebemos com esses dados que em números absolutos, as crianças diminuem o seu ritmo de crescimento com o passar dos anos, nos dando a sensação de dever cumprido somente com a chegada do estirão da adolescência (tema de um próximo encontro aqui no site).

A fase de desaceleração do crescimento é justamente o período em que as mães ficam com mais dúvidas sobre o crescimento de seus filhos, por isso o tema de hoje está sendo abordado.

A melhor forma de garantir um futuro com todo o potencial de crescimento sendo explorado é sempre levar o seu filho ao pediatra, e não somente quando o mesmo estiver doente.

O paciente pediátrico em todas as suas consultas tem sua estatura e peso aferidos, para que esses valores sejam comparados com os números de crianças da mesma idade. Um pediatra que tenha um acompanhamento duradouro de seu paciente, no menor sinal de alteração no ritmo considerado normal deve investigar o quadro.

Deste modo, vocês pais,  já conseguem entender melhor o crescimento do seu filho. O poder para que isso seja estabelecido de forma correta encontra-se em suas mãos. Divida essa responsabilidade com um pediatra de confiança e ganhe como recompensa uma criança feliz e saudável.

Dr. Matheus Alves Alvares CRM SP 168481

Não existe começo de Pneumonia

Bom, essa é a verdade, nua e crua. Uma pneumonia diagnosticada é sempre uma pneumonia e ponto. Vamos entender então sobre isso.

Pneumonia é uma infecção dos pulmões que causa tosse, febre, e dificuldade respiratória.

É uma doença grave, especialmente em crianças pequenos. Uma pneumonia pode ser causada por vírus ou bactérias, e a causa depende desde a idade da criança até seu estado imunológico.

Os sintomas são:

  • Tosse
  • Febre
  • Respiração mais rápida que o normal
  • Dificuldade para respirar ou dor inspiratório
  • Cansaço
  • Dificuldade na amamentação

Nem todas as crianças com pneumonia tem os mesmos sintomas. Se seu filho ou filha aparentam estar doentes e têm tosse e febre, há necessidade de avaliação médica.

Se um médico considerar que uma criança pode ter pneumonia ele irá realizar a ausculta pulmonar da criança e, apenas se necessário, solicitar uma radiografia de tórax, o famoso e querido raio-x.

O tratamento depende da idade da criança, gravidade da doença, e se a causa é bacteriana ou viral. Ou seja, mesmo sendo uma doença grave, nem toda pneumonia precisa de antibióticos para ser tratada.

A maioria das crianças que são tratadas rapidamente podem apresentar melhora em 2 a 3 dias, mas mesmo assim a tosse e cansaço podem persistir por mais tempo.

O julgamento da necessidade de uma internação é realizada pelo médico e, se a mesma ocorrer, haverá necessidade de uso de medicações injetáveis.

Quando o tratamento da pneumonia for realizado em casa tente deixar a criança o mais confortável possível, em repouso e com oferta grande de líquidos.

Você pode fazer uso de medicamentos sintomáticos como antitérmicos desde que seja indicados pelo seu médico.

Não faça uso de medicações que param a tosse, a maioria não funciona de maneira correta e podem ter efeitos colaterais graves em crianças.

De toda maneira, pneumonia é pneumonia, seu diagnóstico é importante e o tratamento deve ser realizado à risca como indicado pelo seu médico.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

Infecção Urinária

O trato urinário é o sistema de órgaos que produz, armazena e transporta a urina para fora do corpo.

Os órgãos do trato urinário são:

  • Rins: filtram o sangue e produzem a urina.
  • Ureteres: tubos finos que levam a urina dos rins até a bexiga.
  • Bexiga: armazena a urina.
  • Uretra: é o tubo que elimina a urina para fora do corpo.

A infecção do trato urinário é causada por bactérias. Normalmente a urina não tem presença de bactérias. Mas, se elas conseguirem se transportar para a bexiga ou para os rins, podem causar infecção do trato urinário.

Uma criança pode ter essa infecção se:

  • Seu sistema urinário não se formou corretamente antes de nascer
  • Sua bexiga não funciona de maneira correta
  • São meninos e não foram circuncidados

Os sintomas de uma infecção urinária dependem da habilidade da criança falar:

  • Dor ou queimação ao urinar
  • Necessidade de urinar mais do que o usual
  • Dor na parte da parte baixa da barriga
  • Febre

Existem exames para verificar se a criança está ou não com infecção do trato urinário. Para a coleta da urina a criança, se possível, deverá urinar em um potinho em ambiente médico para que a mesma possa ser analisada em laboratório.

Caso sua criança não tenha controle urinário, um médico ou uma enfermeira poderá coletar a urina por meio de um pequeno tubo, em um processo chamado sondagem.

O tratamento é realizado com antibióticos, que irão matar as bactérias.

Os sintomas de seu filho ou filha, podem apresentar melhora em 1 a 2 dias do uso da medicação. É importante que o antibiótico seja administrado exatamente como prescrito, ou a infecção pode retornar.

Procure um serviço médico se seu filho apresenta piora dos sintomas ou não haja possibilidade de administração do medicamento.

Se uma criança tem muitas infecções do trato urinário há necessidade de realizar exames para entender o que pode estar acontecendo com ela, e até mesmo ter de tomar antibióticos diariamente.

Uma infecção urinária não é tão simples quanto parece, não é?

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

O bumbum e a fralda.

 

A dermatite de fralda é uma vermelhidão que aparece em qualquer região que é coberta pela fralda. Este é um problema extremamente comum, e pode ocorrer em qualquer bebê que faz uso de fraldas.

A maior parte das dermatites de fralda podem ser tratadas em casa e se resolvem após alguns dias.

As causas são:

  • Contato da pele com a urina e fezes, que podem irritar a pele. Isso se mostra especialmente após quadro de diarreias, período em que essas lesões de pele são mais comuns.
  • Perfumes ou cores presentes em um tipo de fralda que são alérgenos ao bebê.
  • Problemas de pele ou infecções que não são causadas pelas fraldas, as que aparecem na região coberta por elas.

Os sintomas desse tipo de problema são:

  • Vermelhidão, dor ou prurido.
  • Placas e descamação.
  • Bolhas.

E quando procurar o serviço médico para resolução desse tipo de problema?

Sempre que a vermelhidão não apresenta melhora espontânea em alguns dias, e quando há presença de diarreia e febre concomitantes. E claro, sempre que houver dúvidas.

O tratamento envolve alguns passos simples:

  • Retirada das fraldas para manter a pele em contato com o ar ambiente o máximo possível.
  • Checar a fralda do bebê pelo menos a cada 2 a 3 horas, e trocar se estiver suja.
  • Limpar a área coberta pela fralda de maneira gentil, utilizando água morna e material macio. Se a pele estiver avermelhada e descamativa, utilize uma vasilhame plástico, como um squeeze, o qual poderá jatear água morna para limpeza sem fricção.
  • Utilizar alguma pomada ou pasta após a troca das fraldas, em especial que contenha óxido de zinco.

Caso a área afeta apresente sinais de gravidade, como sangramento ou mau cheiro, há necessidade de buscar auxílio em algum serviço de saúde.

Para prevenir a dermatite na área das fraldas você pode:

  • Trocas as fraldas mais frequentemente.
  • Se houver necessidade de usar lenços umedecidos, utilizar algum sem perfume e sem álcool.
  • Leite materno exclusivo. Sim, até nisso o leite materno tem impacto. Crianças que fazem uso de derivados de leite de vaca apresentam colonização do intestino grosso por bactérias que determinam um pH mais alcalino, o que eleva os níveis de urease fecal, com maior facilidade de irritação da pele na região das fraldas.

E lembrando, nunca utilize pomadas anti-fúngicas ou anti-inflamatórias no seu bebê por conta própria, isso pode piorar o problema e causar outros mais graves.

Pomadas com óxido de zinco são apenas um método de proteção de barreira, e se seu uso juntamente com a higiene adequada de seu bebê não estão resolvendo o problema, procure um médico.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

 

 

Meningite

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A meningite é uma doença que pode causar febre, dor de cabeça, e rigidez no pescoço. Ela é um dos mais temidos e perigosos males que podem afetar a saúde de uma criança.

Essa infecção acaba ocorrendo quando os tecidos que envolvem o cérebro e a espinha, que se chamam meninges, são afetados. Isso geralmente ocorre quando a criança tem uma infecção em alguma outra parte do corpo, o que facilita para que os germes cheguem até aí através do sangue.

Existem dois tipos de meningite dependendo do tipo de germe que a causa, bacteriana ou viral.

É muito importante que o médico descubra se uma criança tem uma meningite viral ou bacteriana, pois esta é uma emergência médica. Se uma meningite bacteriana não é rapidamente tratada, ela pode levar a lesões cerebrais como a surdez ou deficiência intelectual, ou até mesmo à morte.

A meningite viral geralmente é menos perigosa, leva a menos problemas cerebrais, mas precisa do mesmo grau de atenção do profissional de saúde.

Os principais sintomas são:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Rigidez no pescoço
  • Náusea e vômitos
  • Confusão
  • Sonolência
  • Fotofobia

Em bebês você pode notar:

  • Dificuldade para se alimentar
  • Diarreia
  • A moleira fica abaulada
  • Sonolência

Algumas vezes as meningites viral e bacteriana têm sintomas diferentes. Uma criança com meningite bacteriana pode ter convulsões ou manchas roxas pela pele, enquanto uma com meningite viral pode apresentar coriza, dor muscular, tosse, ou vermelhidão pelo corpo.

Se você acha que seu filho, ou filha, pode estar com meningite, leve-o prontamente a um pronto-atendimento, ou serviço médico mais próximo.

Existem vários testes para realizar o diagnóstico de meningite:

  • Exames de sangue.
  • Punção lombar, onde o médico realizarão uma punção na parte baixa das costas da criança para retirar uma pequena quantidade do líquido que passa por dentro da espinha para análise laboratorial.
  • Tomografia ou outros exames de imagem.

O tratamento depende do tipo de meningite. Uma meningite bacteriana é tratada com antibióticos endovenosos, enquanto a viral não irá necessitar de antibióticos, mas precisará de observação clínica, repouso, e medicamentos sintomáticos.

O tratamento é demorado, e pode se estender por dias a semanas, e alguns resultados laboratoriais podem demorar a sair, e são necessários para auxiliar o médico a decidir se irá continuar, ou não, o uso de antibióticos, por exemplo.

As bactérias e vírus que causam meningite podem ser transmitidas de pessoa a pessoa, e por essa razão, dependendo da causa, poderá ser solicitado que pessoas em contato íntimo com a criança tomem antibióticos também.

Para diminuir as chances de uma criança adoecer com meningite você pode:

  • Ter certeza de que a carteira vacinal está em dia.
  • Lavar as mãos de maneira adequada.

A meningite é uma doença grave, e necessita de uma ação rápida tanto da família, quanto da equipe médica.

Todas as dúvidas devem ser retiradas com seu médico.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163.850