Meu filho tem Influenza! E o antibiótico?

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A gripe causa pelo vírus Influenza é uma infecção que causa febre (temperatura maior que 37,8ºC), tosse, dor pelo corpo, entre outros sintomas.

Existem diferentes formas de gripe, incluindo sua forma sazonal, como a pandemia de 2009-2010 de H1N1, a conhecida “febre suína”, e a “gripe aviária”. Todas as formas de gripe são causadas por vírus, portanto não são tratadas com uso de antibióticos, como a Amoxicilina.

A infecção pelo vírus Influenza pode ser perigosa, mas a maioria das crianças passa por ela por conta própria, sem nenhum problema. Todavia, algumas pessoas precisam ir para o hospital por sua causa, e há ainda casos de pacientes que morrem desta infecção.

Isso acontece pois o vírus Influenza pode causar uma infecção pulmonar mais séria, chamada Pneumonia. Esta é a maior razão que temos em primeiro lugar, evitar pegar esta gripe.

Existem vários exames para determinar a presença do vírus Influenza em uma criança, mas um exame clínico simples é capaz de diagnosticar este problema, e na grande maioria das vezes os exames são indicados apenas em casos específicos e de grande gravidade.

Para se proteger, e ao seu filho, de uma gripe por Influenza você deve:

  • Lavar as mão.
  • Evitar contato com pessoas doentes
  • Fazer o uso da vacina anual contra gripe.

Se você acha que seu filho tem sintomas de gripe o importante é repousar e fazer uso de muita água. O uso de anti térmicos como o paracetamol e dipirona em dose adequada também pode ser realizado, se necessários.

Para as crianças, lembre-se, não faça uso de aspirina, ou remédios que contenham aspirina, pois ela pode causar um problema sério, chamado síndrome de Reye.

A maioria das pessoas melhoram em 1 a 2 semanas, mas precisam procurar um serviço médico caso apresentem:

  • Dificuldade para respirar
  • Dor ou pressão do peito
  • Apresentem tontura ou desmaio
  • Apresentem confusão
  • Vômitos que não param
  • Apresentem colocação azulada ou arroxeada
  • Não acordam
  • Manchas vermelhas pelo corpo

Se chegar em um hospital e acha que tem gripe, o mais correto é avisar alguém do local do cuidado de saúde para que receba ma máscara ou aguardar em local mais isolado para que não ocorra maior transmissão do vírus.

Para a gripe causada por Influenza, existe tratamento específico, sendo indicado o uso de Oseltamivir, o qual deve ser indicado pelo seu médico em casos específicos, como em crianças menores de 5 anos ou com comorbidades graves.

Este ano 2017, a circulação do vírus Influenza A H1N1 se mostrou extremamente reduzida em relação aos anos anteriores, e o subtipo prevalente é a Influenza A H3N2, como mostram os relatórios anuais sobre a circulação de Influenza.

Deste modo, procure um hospital somente quando necessário, saiba que quase sempre nenhum exame complementar, como radiografia de tórax, é necessário para o diagnóstico, e colabore com o combate ao vírus evitando contato com pessoas doentes e lavando as mãos.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM- SP 163850

 

Meu filho engoliu uma moeda!

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As crianças têm um risco maior do que os adultos de engolir objetos pequenos. Elas engolem moedas, brinquedos pequenos, anéis, ou baterias.

Geralmente quando alguém engole um objeto não há perigo extremo, pois o mesmo pode passar pelo trato digestório sem causar problemas.

Quando há algum problema, os sintomas são:

  • Dificuldade para engolir comida
  • Salivação
  • Dor no pescoço ou peito
  • Tosse, dificuldade para respirar ou respiração ruidosa

Esse sintomas ocorrem mais comumente quando há algum problema com o esôfago, quando o objeto fica preso ali.

Quando uma criança engole um objeto, o correto é procurar ajuda em serviço de saúde.

Após o atendimento pode haver necessidade de realizar um exame de raio-X, pois podem aparecer no exame.

Alguns objetos precisam ser retirados prontamente do corpo, e outros não. Isso depende:

  • Do tipo de objeto, se este pode provocar algum dano ao corpo, como baterias e ímãs, além de objetos pontiagudos, longos, ou feitos de chumbo.
  • Do local em que estão no trato digestório, pois objetos no esôfago precisam ser retirados prontamente.
  • Dos sintomas apresentados pelo paciente.
  • Do tempo em que o objeto está no corpo.

Se o objeto não precisa ser removido o médico pedirá para checar a saída do mesmo na observação das fezes, realização periódica de radiografias e se há sintomas de lesão ao trato digestório, tais como:

  • Febre
  • Náuses e vômitos
  • Dor abdominal
  • Sangue nas fezes

E como retirar o objeto? Para fazer a retirada do esôfago ou estômago, o médico solicitará a realização de uma endoscopia digestiva alta, um procedimento no qual um tube delgado com uma câmera e uma lanterna em seu final é introduzido na boca do paciente. Deste modo o objeto pode ser encontrado e retirado.

A retirada de um objeto no intestino já pode ser mis complicada e necessitar de um procedimento cirúrgico.

De um jeito ou de outro, o importante é evitar que isso ocorra com atenção às ações da criança, e se ocorrer, buscar serviço médico.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

 

O que é Virose?

Mas então o que é essa tal virose? 🤔

Virose é o nome popular para infecções virais que englobam inúmeros tipos de vírus. Estes são organismos microscópicos que podem causar diversas doenças no ser humano, algumas podendo ser graves, porém a enorme maioria é benigna e autolimitada.

Dentro das doenças causadas por vírus , podemos ter desde quadros graves agudos como Dengue e Chikungunya, doenças crônicas como o HIV/AIDS, passando por quadros mais brandos como Diarreias e Resfriados comuns.

As crianças são muito mais suscetíveis a serem contaminadas por vírus, pois além de terem menor discernimento, levando quase tudo a boca, terem contato próximo entre os coleguinhas e não possuírem as noções corretas de higiene, ainda não apresentam a imunidade de um adulto. Esta é a razão de na maioria das vezes que seu filho é levado a um médico com quadro de febre, ele leva o diagnóstico de “só uma virose”.

Os quadros comuns não possuem tratamento específico e não precisam do diagnóstico de qual vírus está causando a infecção, pois, como dito, são autolimitados, ou seja , ele tem um ciclo de vida determinado até o momento onde o próprio sistema imunológico (defesa do nosso corpo) irá combatê-lo. Por isso não precisam de antibióticos.

Estes casos são tratados com sintomáticos apenas, como:

  • antitérmicos e analgésicos
  • antiemeticos
  • higiene nasal e inalação com soro
  • hidratação
  • e, o principal, carinho e paciência .

Apesar disso,  qualquer quadro viral pode complicar com infecções bacterianas secundárias, tais como otites, sinusites, pneumonia, ou desencadear crises de doenças crônicas, como asma.

Sendo assim, para evitar maiores preocupações e idas desnecessárias ao pronto socorro, seguem as orientações gerais de como lidar com a famosa virose.

As Viroses comuns e benignas podem apresentar os seguintes sintomas, apenas um, ou até todos juntos:

  • Febre
  • Adinamia
  • Falta de apetite
  • Irritabilidade
  • Dor de cabeça
  • Dor no corpo
  • Tosse
  • Secreção nasal ou coriza (que se inicia clara e pode ficar amarelada ou verde após alguns dias, o que não significa se tratar de uma sinusite…)
  • Dor e irritação na garganta e nos ouvidos
  • Vômitos
  • Diarreia
  • Manchas avermelhadas pelo corpo.

O quadro se inicia com o que chamamos de pródromo, que são os primeiros sintomas (febre, adinamia, falta de apetite, irritabilidade dor de cabeça e dor no corpo). Após algum tempo, os outros sintomas podem se manifestar, ou às vezes não, pois o sistema imunológico pode agir antes disso acontecer.

Em geral a doença só piora nos primeiros dias, e irá melhorar espontaneamente ap´øs o ciclo do vírus terminar e o próprio corpo combater a infecção, o que pode levar de 7 a 14 dias.

Retorne ou procure atendimento médico se houver algum desses sintomas:

  • Febre: se persistir por mais de 72 horas ou estiver aumentando em valor e/ ou frequência.
  • Respiração mais rápida que o normal
  • Cansaço
  • Irritabilidade importante
  • Dor intensa que não melhora com analgésicos, mesmo sem febre
  • Vômitos que não melhoram ou quando a criança não aceita nenhum líquido ou aliemnto
  • A criança fica sem urinar por mais de 6 horas, olhos fundos, choro sem lágrimas, boca e língua secas,
  • Fezes com sangue ou muco
  • Manchas no corpo

Ou, claro, a qualquer momento onde haja dúvida no quadro da criança.

Dr. Leandro D. Buck CRM-SP 135.807

Não existe começo de Pneumonia

Bom, essa é a verdade, nua e crua. Uma pneumonia diagnosticada é sempre uma pneumonia e ponto. Vamos entender então sobre isso.

Pneumonia é uma infecção dos pulmões que causa tosse, febre, e dificuldade respiratória.

É uma doença grave, especialmente em crianças pequenos. Uma pneumonia pode ser causada por vírus ou bactérias, e a causa depende desde a idade da criança até seu estado imunológico.

Os sintomas são:

  • Tosse
  • Febre
  • Respiração mais rápida que o normal
  • Dificuldade para respirar ou dor inspiratório
  • Cansaço
  • Dificuldade na amamentação

Nem todas as crianças com pneumonia tem os mesmos sintomas. Se seu filho ou filha aparentam estar doentes e têm tosse e febre, há necessidade de avaliação médica.

Se um médico considerar que uma criança pode ter pneumonia ele irá realizar a ausculta pulmonar da criança e, apenas se necessário, solicitar uma radiografia de tórax, o famoso e querido raio-x.

O tratamento depende da idade da criança, gravidade da doença, e se a causa é bacteriana ou viral. Ou seja, mesmo sendo uma doença grave, nem toda pneumonia precisa de antibióticos para ser tratada.

A maioria das crianças que são tratadas rapidamente podem apresentar melhora em 2 a 3 dias, mas mesmo assim a tosse e cansaço podem persistir por mais tempo.

O julgamento da necessidade de uma internação é realizada pelo médico e, se a mesma ocorrer, haverá necessidade de uso de medicações injetáveis.

Quando o tratamento da pneumonia for realizado em casa tente deixar a criança o mais confortável possível, em repouso e com oferta grande de líquidos.

Você pode fazer uso de medicamentos sintomáticos como antitérmicos desde que seja indicados pelo seu médico.

Não faça uso de medicações que param a tosse, a maioria não funciona de maneira correta e podem ter efeitos colaterais graves em crianças.

De toda maneira, pneumonia é pneumonia, seu diagnóstico é importante e o tratamento deve ser realizado à risca como indicado pelo seu médico.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

Meningite

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A meningite é uma doença que pode causar febre, dor de cabeça, e rigidez no pescoço. Ela é um dos mais temidos e perigosos males que podem afetar a saúde de uma criança.

Essa infecção acaba ocorrendo quando os tecidos que envolvem o cérebro e a espinha, que se chamam meninges, são afetados. Isso geralmente ocorre quando a criança tem uma infecção em alguma outra parte do corpo, o que facilita para que os germes cheguem até aí através do sangue.

Existem dois tipos de meningite dependendo do tipo de germe que a causa, bacteriana ou viral.

É muito importante que o médico descubra se uma criança tem uma meningite viral ou bacteriana, pois esta é uma emergência médica. Se uma meningite bacteriana não é rapidamente tratada, ela pode levar a lesões cerebrais como a surdez ou deficiência intelectual, ou até mesmo à morte.

A meningite viral geralmente é menos perigosa, leva a menos problemas cerebrais, mas precisa do mesmo grau de atenção do profissional de saúde.

Os principais sintomas são:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Rigidez no pescoço
  • Náusea e vômitos
  • Confusão
  • Sonolência
  • Fotofobia

Em bebês você pode notar:

  • Dificuldade para se alimentar
  • Diarreia
  • A moleira fica abaulada
  • Sonolência

Algumas vezes as meningites viral e bacteriana têm sintomas diferentes. Uma criança com meningite bacteriana pode ter convulsões ou manchas roxas pela pele, enquanto uma com meningite viral pode apresentar coriza, dor muscular, tosse, ou vermelhidão pelo corpo.

Se você acha que seu filho, ou filha, pode estar com meningite, leve-o prontamente a um pronto-atendimento, ou serviço médico mais próximo.

Existem vários testes para realizar o diagnóstico de meningite:

  • Exames de sangue.
  • Punção lombar, onde o médico realizarão uma punção na parte baixa das costas da criança para retirar uma pequena quantidade do líquido que passa por dentro da espinha para análise laboratorial.
  • Tomografia ou outros exames de imagem.

O tratamento depende do tipo de meningite. Uma meningite bacteriana é tratada com antibióticos endovenosos, enquanto a viral não irá necessitar de antibióticos, mas precisará de observação clínica, repouso, e medicamentos sintomáticos.

O tratamento é demorado, e pode se estender por dias a semanas, e alguns resultados laboratoriais podem demorar a sair, e são necessários para auxiliar o médico a decidir se irá continuar, ou não, o uso de antibióticos, por exemplo.

As bactérias e vírus que causam meningite podem ser transmitidas de pessoa a pessoa, e por essa razão, dependendo da causa, poderá ser solicitado que pessoas em contato íntimo com a criança tomem antibióticos também.

Para diminuir as chances de uma criança adoecer com meningite você pode:

  • Ter certeza de que a carteira vacinal está em dia.
  • Lavar as mãos de maneira adequada.

A meningite é uma doença grave, e necessita de uma ação rápida tanto da família, quanto da equipe médica.

Todas as dúvidas devem ser retiradas com seu médico.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163.850

 

 

 

A Febre

O que é a febre? Por que temer esse sintoma de modo tão desesperador?

A febre é o aumento da temperatura corporal até um certo nível. O nível é determinado pelo modo que ela é aferida.

Ela é a resposta natural a uma grande gama de ocasiões, sendo a mais comum  uma infecção.

É possível aferir a temperatura pela boca, axilas, ouvidos, testa e reto. Cada local tem suas vantagens e desvantagens de uso.

De uma maneira geral, uma temperatura acima de 37,8ºC  obtida em casa, com termômetros facilmente encontrados em farmácias, já pode ser considerada febre, e necessita de maior atenção dos pais.

De todo modo, o valor da temperatura, seja 38ºC ou 40ºC,  é menos importante do que o quão doente seu filho, ou filha, aparenta estar. A febre é apenas um dado a mais, dentro de um todo que representa uma criança.

Então vamos lá, qual a melhor maneira de aferir a temperatura de uma criança em casa?

Utilizando uma termômetro axilar, o mais comum em nosso país, deixe-a calma, em um ambiente neutro, não muito coberta, aguarde de 3 a 4 minutos, caso use um termômetro de vidro, ou pelo sinal do termômetro digital. Anote o valor, para não se esquecer.

Uma temperatura elevada pode ser causada por um resfriado, uma gripe, infecção de vias aéreas, das vias urinárias ou intestinais. Ou seja, não é a febre que está causando o verdadeiro mal, mas sim o vírus ou bactéria que está atacando o organismo da criança.

Não existe embasamento científico suficiente para a crença de que o crescimento dos dentes cause febre.

Assim que a febre for notada, a criança deve ser levada a um serviço médico se:

  • Ela for menor de 3 meses, mesmo que pareça estar bem. E, se nenhum médico lhe indicou uso de qualquer antitérmico, não use.
  • A criança tiver  entre 3 meses e 3 anos, com aparência ruim, doente, com recusa de líquido, e temperatura crescente.

Crianças de qualquer idade devem ser levadas a um serviço médico se:

  • A temperatura aferida for de 40ºC
  • Convulsões acompanham a febre
  • Febre que são persistentes, mesmo com uso de antitérmicos
  • A criança tem alguma comorbidade, como problemas no coração, câncer, lupus, ou anemia falciforme e está com febre
  • Febres que cursam com manchas na pele

Para confortar uma criança com febre você pode oferecer água em abundância, sucos e chás. Manter a criança em um local calmo, encorajando-a a descansar. Compressas podem ser reconfortantes, assim como banhos mornos.

Nunca é uma boa ideia realizar compressas com álcool em uma criança. E jamais dê ácido acetilsalicílico (aspirina) para uma criança para combater a febre.

Ao levar a criança ao pediatria, este irá procurar a causa deste sintoma. Ele poderá solicitar exames de imagem e exames de sangue somente se o exame físico não esclarecer o foco de uma provável infecção.

Antibióticos não tratam febre, eles serão indicados apenas se a causa desta for uma infecção por bactérias, pois se os causadores forem os vírus, não haverá necessidade de seu uso também.

Remédios que combatem a febre como a dipirona, o paracetamol e o ibuprofeno podem ser indicados, mas não são sempre necessários. Uma criança acima de 3 meses, com temperatura elevada, mas menor que 38,9ºC e que aparenta estar saudável, agindo de modo normal não precisa de tratamento.

Toda dúvida deve ser tirada com seu médico, jamais dê remédios por conta própria.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

 

 

 

 

 

Que dor de ouvido!

Dores no ouvido são extremamente comuns no período do frio, em especial após um resfriado.

O que você não deve saber é que nem todas precisam ser tratadas com antibióticos.

Uma infecção no ouvido é um problema que pode causar dor, febre e dificuldades auditiva. Esse problema é muito comum em crianças.

Durante um resfriado há certa produção de fluido na parte média dos ouvidos e atrás dos tímpanos, e este pode acabar infectando e pressionar o tímpano, fazendo com que fique túrgido.

Em algumas crianças essa secreção pode permanecer por meses, mesmo após a dor e a infecção se resolverem, e isso pode ocasionar uma perda auditiva moderada e temporária.

Se essa perda auditiva for prolongada pode até mesmo ocasionar problemas de aprendizado e linguagem.

Os sintomas de uma infecção no ouvido são:

  • Febre
  • Sensação de aperto nos ouvidos
  • Tontura
  • Falta de apetite
  • Vômitos
  • Diminuição da acuidade auditiva

Se por alguma razão você acha que seu filho, ou filha, pode estar com uma infecção nos ouvidos, procure um serviço de saúde.

Temporariamente para aliviar a dor até a visita a um médico é possível utilizar medicações analgésicas, como o paracetamol, mas jamais ácido acetil salicílico, pois esta medicação pode gerar um problema extremamente grave chamada síndrome de Reye.

O tratamento de uma infecção no ouvido pode envolver o uso de antibióticos, que irão matar as bactérias que podem estar causando o problema.

Muitas vezes, no entanto, o médico pode julgar não ser necessário o uso desse tipo de medicamento. Isso acontece porque muitas infecções dos ouvidos são causadas por vírus, e não bactérias, e antibióticos não matam vírus. Além disso, muitas dessas infecções se resolvem sozinhas.

Geralmente os pediatras prescrevem antibióticos para crianças menores de 2 anos de idade, e para as mais velhas podem decidir apenas aguardar e tratar com sintomáticos.

E não, colocar óleo quente no ouvido, como alguns ditos populares indicam, não resolve o problema, podendo piorar a situação e lesar o tímpano e o conduto auditivo irreversivelmente.

A necessidade de procurar um serviço médico se dá quando:

  • Após 1 a 2 dias de sintomas a dor e a febre não melhoram de maneira alguma
  • Após 2 dias de antibióticos não houve melhora ou até mesmo houve piora

Os pais devem conversar com seu médico de confiança sobre a possibilidade de problemas de aprendizado e linguagem em crianças com infecções de ouvido menores de 2 anos de idade.

Caso a secreção no ouvido esteja causando perda auditiva e não melhore após vários meses, o médico pode sugerir um tratamento que ajudará a drenar esse fluido. Isto envolve a colocação de um tubinho através do tímpano.

Se sua criança tem muitas infecções de ouvido,  pergunte a seu médico sobre o que você pode fazer para prevení-las.

A carteira vacinal em dia é o primeiro passo para a prevenção desse tipo de infecção.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163.850