Que dor de ouvido!

Dores no ouvido são extremamente comuns no período do frio, em especial após um resfriado.

O que você não deve saber é que nem todas precisam ser tratadas com antibióticos.

Uma infecção no ouvido é um problema que pode causar dor, febre e dificuldades auditiva. Esse problema é muito comum em crianças.

Durante um resfriado há certa produção de fluido na parte média dos ouvidos e atrás dos tímpanos, e este pode acabar infectando e pressionar o tímpano, fazendo com que fique túrgido.

Em algumas crianças essa secreção pode permanecer por meses, mesmo após a dor e a infecção se resolverem, e isso pode ocasionar uma perda auditiva moderada e temporária.

Se essa perda auditiva for prolongada pode até mesmo ocasionar problemas de aprendizado e linguagem.

Os sintomas de uma infecção no ouvido são:

  • Febre
  • Sensação de aperto nos ouvidos
  • Tontura
  • Falta de apetite
  • Vômitos
  • Diminuição da acuidade auditiva

Se por alguma razão você acha que seu filho, ou filha, pode estar com uma infecção nos ouvidos, procure um serviço de saúde.

Temporariamente para aliviar a dor até a visita a um médico é possível utilizar medicações analgésicas, como o paracetamol, mas jamais ácido acetil salicílico, pois esta medicação pode gerar um problema extremamente grave chamada síndrome de Reye.

O tratamento de uma infecção no ouvido pode envolver o uso de antibióticos, que irão matar as bactérias que podem estar causando o problema.

Muitas vezes, no entanto, o médico pode julgar não ser necessário o uso desse tipo de medicamento. Isso acontece porque muitas infecções dos ouvidos são causadas por vírus, e não bactérias, e antibióticos não matam vírus. Além disso, muitas dessas infecções se resolvem sozinhas.

Geralmente os pediatras prescrevem antibióticos para crianças menores de 2 anos de idade, e para as mais velhas podem decidir apenas aguardar e tratar com sintomáticos.

E não, colocar óleo quente no ouvido, como alguns ditos populares indicam, não resolve o problema, podendo piorar a situação e lesar o tímpano e o conduto auditivo irreversivelmente.

A necessidade de procurar um serviço médico se dá quando:

  • Após 1 a 2 dias de sintomas a dor e a febre não melhoram de maneira alguma
  • Após 2 dias de antibióticos não houve melhora ou até mesmo houve piora

Os pais devem conversar com seu médico de confiança sobre a possibilidade de problemas de aprendizado e linguagem em crianças com infecções de ouvido menores de 2 anos de idade.

Caso a secreção no ouvido esteja causando perda auditiva e não melhore após vários meses, o médico pode sugerir um tratamento que ajudará a drenar esse fluido. Isto envolve a colocação de um tubinho através do tímpano.

Se sua criança tem muitas infecções de ouvido,  pergunte a seu médico sobre o que você pode fazer para prevení-las.

A carteira vacinal em dia é o primeiro passo para a prevenção desse tipo de infecção.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163.850

 

 

 

 

Isso é asma.


Asma, bronquite alérgica, bronquite asmática, ou chiado alérgico, é uma doença que faz com que o paciente fique com muita dificuldade de respirar. Esta não é uma doença que causa sintomas o tempo todo, mas quando um paciente tem uma crise pode ser muito assustador.

Neste momento crítico as vias aéreas ficam muito estreitas e inflamadas e a criança apresenta muita dificuldade para respirar.

Os sintomas mais comuns são:

  • Chiado no peito.
  • Tosse seca, especialmente à noite, início da manhã, ou ao realizar exercícios.
  • Sensação de aperto no peito.
  • Dificuldade para respirar.

A gravidade dos sintomas é classificada segundo a frequência que eles aparecem no paciente.

Existem testes que podem indicar o diagnóstico de asma. A maioria das crianças com mais de 6 anos de idade conseguem realizá-los.

O que os pais precisam notar e saber durante uma consulta é o tipo de sintoma da criança, a frequência deles, se a falta de ar atrapalha o sono, o momento que aparecem, o que piora e o que melhora os sintomas.

O tratamento da asma utiliza de vários medicamentos, que podem ser inaladores, líquidos, ou pílulas. A prescrição depende do objetivo, se há necessidade de resolver o problema momentaneamente ou a longo prazo, e também qual o mais adequado frente a idade da criança.

Os sintomas de asma podem ser prevenidos com o uso adequado das medicações prescritas pelo seu médico. Você poderá também evitar o contato da criança com gatilhos de crise da doença que serão esclarecidos a cada consulta que realizar.

Os gatilhos mais comuns são:

  • Ficar doente com resfriado ou gripe.
  • Ácaros, mofo, animais de pelúcia, pólen, e outros alérgenos comuns.
  • Fumaça de cigarro.
  • Exercícios físicos.
  • Mudança no tempo.

O maior medo de um diagnóstico de asma para uma criança envolve como isto irá alterar sua vida. O importante é saber que seguir as indicações médicas da maneira mais correta possível permitirá uma vida ativa, sem grandes sacrifícios, para um indivíduo com asma.

Evite os gatilhos, siga um plano traçado com seu médico, note alterações dos sintomas e sempre use as medicações de controle.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850 

Bronquiolite não é bronquite.


A bronquiolite é uma infecção que afeta uma parte dos pulmões chamada bronquiolo. Estes são a parte tubular pequena que se rafimifica para carrear o ar para dentro e para fora dos pulmões. Quando esses tubos estão infectados eles ficam inchados e cheio de muco, o que torna a respiração extremamente difícil para uma criança

Geralmente é uma doença que afeta menores de 2 anos de idade. Na maioria das crianças, a bronquiolite tem resolução sozinha, mas algumas necessitam de avaliação médica. A causa mais comum é um vírus, o qual tem um nome curioso: Vírus Sincicial Respiratório.

Esse vírus, assim como outros que podem causar a bronquiolite são transmitidos pessoa a pessoa, pois eles estão presentes em partículas de secreção exaladas durante o ato de tossir e espirrar.

Essa doença tem um início similar a um resfriado, que pode começar com coriza nasal, tosse seca, febre e uma dificuldade para se alimentar.

Assim que a bronquiolite progride, outros sintomas aparecem:

  • Aumento da frequência respiratória
  • Dificuldade para respirar
  • Chiado no peito
  • Tosse
  • Dificuldade para se alimentar ainda maior

Sempre que houver dúvida sobre o estado de saúde de uma criança, há necessidade de avaliação médica. Todavia, após uma primeira visita com o diagnóstico da bronquiolite, o médico pode lhe explicar alguns sinais de alerta da doença, os quais indicam necessidade de retorno ao serviço médico, pois significam provável piora do estado clínico da criança:

  • Presença de esforço para respirar com afundamento da porção entre as costelas da criança.
  • Narinas que apresentem aumento da movimentação com a respiração.
  • Crianças menores de 3 meses que iniciem quadro febril.
  • Diminuição do número de fraldas com urina.

A bronquiolite é uma doença cuja evolução geralmente cursa com um momento de piora, a qual geralmente ocorre entre o 5º e o 6º dias do início da doença. O médico que avalia uma criança sempre leva esse fato em consideração para avaliar a necessidade de internação de uma criança.

O tratamento foca em oferecer à criança quantidade suficiente de oxigênio, e para fazer isso o serviço médico terá de retirar o muco do nariz do paciente para que ela respire melhor, oferecer inalações e oxigênio umidificado. Caso haja necessidade, medidas mais invasivas como a intubação podem ser realizadas.

Realizado um diagnóstico de bronquiolite, dificilmente haverá indicação de uso de antibióticos, pois essa é uma doença viral, e antibióticos não funcionam com vírus.

Caso a criança possa ser cuidada em casa, os cuidados oferecidos para que ela se sinta melhor passam por:

  • Oferecer quantidade correta de água.
  • Manter amamentação exclusiva se a criança tiver menos de 6 meses de idade.
  • Limpar o nariz da criança, se houver muita coriza e muco.
  • Observar qualquer sinal de alerta.
  • Impedir que fumem perto da criança.
  • Usar corretamente as medicações sintomáticas indicadas pelo seu médico.

As chances de adquirir a bronquiolite e suas piores complicações diminuem consideravelmente com a higiene correta das mãos, não se expor a indivíduos doentes, e manutenção da carteira vacinal sempre em dia.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

A batida na cabeça.

O traumatismo craniano ocorre comumente na infância e na adolescência. A maioria dos traumas é moderado e não se associam a lesão cerebral, ou complicações crônicas.

Os pais de uma criança com traumatismo craniano devem colaborar com o serviço médico sobre a necessidade de avaliação clínica, monitorar, na medida da possibilidade, sinais e sintomas de piora e desenvolver um plano para diminuir os riscos de traumas futuros.

As quedas são a causa mais comum de trauma craniano em crianças, seguido de acidentes automobilísticos, bicicletas, prática esportiva e abuso. O risco de lesão cerebral aumenta com o grau de gravidade do trauma.

A criança precisa de avaliação médica sempre que:

  • Queda maior que 1 metro
  • Idade menor que 6 meses
  • Mais de um vômito
  • Apresenta convulsões ou desmaio
  • Apresenta dor de cabeça cada vez pior
  • Dificuldade para andar, falar ou enxergar
  • Parece confusa, ou age de uma maneira diferente, preocupante
  • Apresenta tontura após certo tempo
  • Apresenta sangramento nasal ou saída de líquido claro pelo nariz
  • Apresenta corte que continua sangrando mesmo após pressioná-lo por 10 minutos
  • Apresenta fraqueza ou sensibilidade diminuída em um alguma parte do corpo
  • Não consegue parar de chorar
  • Tem dificuldade de se manter acordado
  • Recebeu o trauma de maneira muito violenta

A maioria dos pais tem dúvidas sobre o que pode ser feito caso o trauma tenha sido leve. Primeiramente deite a criança, deixe-a relaxada, ofereça um pouco de água.

Se houve alguma lesão, pressione o local com uma gaze limpa por 10 minutos. Coloque gelo ou algo gelado nos locais inchados, por pelo menos 20 minutos.

Observe a criança atentamente. Se o trauma piorar, ou a criança começar a agir de maneira estranha procure rapidamente o serviço médico.

Após se apresentar em um serviço médico, o profissional poderá decidir se haverá necessidade de exames de imagem ou não, baseado na idade da criança, sintomas e o modo que o trauma ocorreu.

A maioria dos casos não necessita de exames de imagem. Todavia, se houver necessidade o exame a ser solicitado, se disponível, será uma tomografia computadorizada, pois ele mostra imagens detalhadas do cérebro e do crânio, evidenciando sangramentos ou lesões ósseas.

O tratamento escolhido depende da gravidade do trauma e dos sintomas apresentados.

Na maioria das vezes o médico irá optar por aguardar e observar a criança.

Os cuidados posteriores são definidos caso a caso.

O mais importante é a prevenção de acidentes que podem levar ao traumatismo craniano:

  • Não durma com o bebê no colo
  • Sempre utilizar de capacetes quando usar bicicleta, skate, patinete ou patins
  • Não brincar em ruas movimentadas
  • Instalar assento infantil de maneira correta no carro
  • Colocar portões e proteções em escadas
  • Ensinar crianças a atravessar as ruas olhando para os dois lados

Sempre tenha o controle da situação, tenha calma, proteja adequadamente sua criança e caso o acidente ocorra, avalie o que aconteceu e procure auxílio médico se dúvida, sempre que possível.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850