Sinusite atacada

Quantas vezes você já foi ao pediatra e disse que seu filho, ou filha, tem sinusite, e está com a mesma atacada? Afinal de contas o que é sinusite?

A sinusite é uma doença que causa congestão nasal, tosse, dor na face e coriza.

Os seios da face são áreas ocas nos ossos que compõem nossa face. Eles têm uma fina camada de de tecido que produz uma pequena quantidade de muco. Quando há uma infecção nessa região há um inchaço importante e muita produção de muco, o que acaba por causar vários sintomas.

A sinusite pode acontecer quando uma criança está gripada. Os germes que causam a gripe e o resfriado podem infectar os seios da face também, e muitas vezes a criança aparenta estar melhorando de um resfriado e logo após piora de seus sintomas.

Os sintomas, deste modo, são:

  • Tosse
  • Congestão nasal
  • Coriza
  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Dor ou inchaço na face
  • Pigarro
  • Mau hálito

Os pais devem procurar serviço médico quando:

  • A criança apresenta congestão nasal, coriza ou sensação de nariz tampado por mais de dez dias
  • Temperatura aferida maior de 37,8ºC, com saída de secreção nasal amarelada ou esverdeada por 3 a 4 dias seguidos, com estado geral ruim
  • Piora progressiva de sintomas

Muitas vezes um quadro de sinusite pode levar a problemas sérios. Um serviço de pronto atendimento deve ser buscado se a criança apresentar:

  • Febre maior que 39ºC
  • Dor aguda e severa na face e na cabeça
  • Dificuldade para enxergar de maneira correta
  • Confusão mental
  • Inchaço ou vermelhidão ao redor dos olhos
  • Dificuldade para respirar

Após o diagnóstico realizado e o tratamento médico indicado, existem atitudes que podem ser tomadas para melhorar o estado de uma criança com sinusite.

Além do uso de medicamentos sintomáticos indicados pelo seu médico, o uso de inalações com soro fisiológico e limpeza nasal frequentes mostram-se eficazes no alivio dos sintomas.

O tratamento médico muitas vezes não precisa do uso de antibióticos, pois a maioria das sinusites tem causa viral.

Nos casos em que há necessidade do uso de antibióticos, faça o uso exatamente como prescrito pelo médico. Caso a criança não apresente melhora alguma após o  início do tratamento, converse com seu médico, pois às vezes há necessidade de troca do tipo de antibiótico.

Raramente são necessários exames de imagem para o diagnóstico de sinusite, mas se assim for, os exames de escolha são a tomografia e ate uma pequena câmera que pode e mostrar dentro dos seios da face.

Evite a sinusite com a higiene das mãos de suas crianças de maneira adequada e carteira vacinal em dia. Toda dúvida deve ser retirada com seu médico de confiança.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163.850

 

 

 

Que dor de ouvido!

Dores no ouvido são extremamente comuns no período do frio, em especial após um resfriado.

O que você não deve saber é que nem todas precisam ser tratadas com antibióticos.

Uma infecção no ouvido é um problema que pode causar dor, febre e dificuldades auditiva. Esse problema é muito comum em crianças.

Durante um resfriado há certa produção de fluido na parte média dos ouvidos e atrás dos tímpanos, e este pode acabar infectando e pressionar o tímpano, fazendo com que fique túrgido.

Em algumas crianças essa secreção pode permanecer por meses, mesmo após a dor e a infecção se resolverem, e isso pode ocasionar uma perda auditiva moderada e temporária.

Se essa perda auditiva for prolongada pode até mesmo ocasionar problemas de aprendizado e linguagem.

Os sintomas de uma infecção no ouvido são:

  • Febre
  • Sensação de aperto nos ouvidos
  • Tontura
  • Falta de apetite
  • Vômitos
  • Diminuição da acuidade auditiva

Se por alguma razão você acha que seu filho, ou filha, pode estar com uma infecção nos ouvidos, procure um serviço de saúde.

Temporariamente para aliviar a dor até a visita a um médico é possível utilizar medicações analgésicas, como o paracetamol, mas jamais ácido acetil salicílico, pois esta medicação pode gerar um problema extremamente grave chamada síndrome de Reye.

O tratamento de uma infecção no ouvido pode envolver o uso de antibióticos, que irão matar as bactérias que podem estar causando o problema.

Muitas vezes, no entanto, o médico pode julgar não ser necessário o uso desse tipo de medicamento. Isso acontece porque muitas infecções dos ouvidos são causadas por vírus, e não bactérias, e antibióticos não matam vírus. Além disso, muitas dessas infecções se resolvem sozinhas.

Geralmente os pediatras prescrevem antibióticos para crianças menores de 2 anos de idade, e para as mais velhas podem decidir apenas aguardar e tratar com sintomáticos.

E não, colocar óleo quente no ouvido, como alguns ditos populares indicam, não resolve o problema, podendo piorar a situação e lesar o tímpano e o conduto auditivo irreversivelmente.

A necessidade de procurar um serviço médico se dá quando:

  • Após 1 a 2 dias de sintomas a dor e a febre não melhoram de maneira alguma
  • Após 2 dias de antibióticos não houve melhora ou até mesmo houve piora

Os pais devem conversar com seu médico de confiança sobre a possibilidade de problemas de aprendizado e linguagem em crianças com infecções de ouvido menores de 2 anos de idade.

Caso a secreção no ouvido esteja causando perda auditiva e não melhore após vários meses, o médico pode sugerir um tratamento que ajudará a drenar esse fluido. Isto envolve a colocação de um tubinho através do tímpano.

Se sua criança tem muitas infecções de ouvido,  pergunte a seu médico sobre o que você pode fazer para prevení-las.

A carteira vacinal em dia é o primeiro passo para a prevenção desse tipo de infecção.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163.850

 

 

 

 

Bronquiolite não é bronquite.


A bronquiolite é uma infecção que afeta uma parte dos pulmões chamada bronquiolo. Estes são a parte tubular pequena que se rafimifica para carrear o ar para dentro e para fora dos pulmões. Quando esses tubos estão infectados eles ficam inchados e cheio de muco, o que torna a respiração extremamente difícil para uma criança

Geralmente é uma doença que afeta menores de 2 anos de idade. Na maioria das crianças, a bronquiolite tem resolução sozinha, mas algumas necessitam de avaliação médica. A causa mais comum é um vírus, o qual tem um nome curioso: Vírus Sincicial Respiratório.

Esse vírus, assim como outros que podem causar a bronquiolite são transmitidos pessoa a pessoa, pois eles estão presentes em partículas de secreção exaladas durante o ato de tossir e espirrar.

Essa doença tem um início similar a um resfriado, que pode começar com coriza nasal, tosse seca, febre e uma dificuldade para se alimentar.

Assim que a bronquiolite progride, outros sintomas aparecem:

  • Aumento da frequência respiratória
  • Dificuldade para respirar
  • Chiado no peito
  • Tosse
  • Dificuldade para se alimentar ainda maior

Sempre que houver dúvida sobre o estado de saúde de uma criança, há necessidade de avaliação médica. Todavia, após uma primeira visita com o diagnóstico da bronquiolite, o médico pode lhe explicar alguns sinais de alerta da doença, os quais indicam necessidade de retorno ao serviço médico, pois significam provável piora do estado clínico da criança:

  • Presença de esforço para respirar com afundamento da porção entre as costelas da criança.
  • Narinas que apresentem aumento da movimentação com a respiração.
  • Crianças menores de 3 meses que iniciem quadro febril.
  • Diminuição do número de fraldas com urina.

A bronquiolite é uma doença cuja evolução geralmente cursa com um momento de piora, a qual geralmente ocorre entre o 5º e o 6º dias do início da doença. O médico que avalia uma criança sempre leva esse fato em consideração para avaliar a necessidade de internação de uma criança.

O tratamento foca em oferecer à criança quantidade suficiente de oxigênio, e para fazer isso o serviço médico terá de retirar o muco do nariz do paciente para que ela respire melhor, oferecer inalações e oxigênio umidificado. Caso haja necessidade, medidas mais invasivas como a intubação podem ser realizadas.

Realizado um diagnóstico de bronquiolite, dificilmente haverá indicação de uso de antibióticos, pois essa é uma doença viral, e antibióticos não funcionam com vírus.

Caso a criança possa ser cuidada em casa, os cuidados oferecidos para que ela se sinta melhor passam por:

  • Oferecer quantidade correta de água.
  • Manter amamentação exclusiva se a criança tiver menos de 6 meses de idade.
  • Limpar o nariz da criança, se houver muita coriza e muco.
  • Observar qualquer sinal de alerta.
  • Impedir que fumem perto da criança.
  • Usar corretamente as medicações sintomáticas indicadas pelo seu médico.

As chances de adquirir a bronquiolite e suas piores complicações diminuem consideravelmente com a higiene correta das mãos, não se expor a indivíduos doentes, e manutenção da carteira vacinal sempre em dia.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

Caxumba em surto.

Caxumba é uma infecção causada por vírus. Essa infecção causa inchaço de glândulas que ficam à frente das orelhas e próxima da mandíbula, chamadas glândulas parótidas.

Ela já foi muito mais comum do que atualmente. Poucas pessoas têm essa doença hoje em dia, pois a maioria das crianças é vacinada contra ela.

O sintomas variam. Algumas pessoas podem não apresentar nada, e outras podem apresentar:

  • Febre
  • Cansaço e desânimo
  • Dor de cabeça
  • Falta de apetite

Após, aproximadamente, dois dias do início destes sintomas as glândulas parótidas começam a inchar.

As pessoas podem se infectar com o vírus da caxumba, se elas não tomaram a vacina ou nunca tiveram a doença anteriormente, apenas com o simples contato com alguém infectado. Os sintomas podem durar de 14 a 18 dias.

Em momentos de surtos da doença, o que significa que várias pessoas apresentam caxumba, é importante rever o calendário vacinal das crianças, e em caso de dúvida entrar em contato com seu médico.

Além do uso de medicações sintomáticas indicadas por um médico, é possível usar compressas aquecidas no local inflamado, de 10 a 15 minutos, algumas vezes ao dia, para melhorar a dor local.

Os sintomas da doença geralmente melhoram em duas semanas. As principais e raras complicações da doença são inchaço dos testículos nos meninos, inflamação dos ovários nas meninas, inflamação do sistema nervoso e surdez.

O tempo que uma criança de precisa ser afastada de sua escola ou creche depende de caso a caso, e precisa ser avaliada pelo médico.

O mais importante para evitar a caxumba é o respeito ao calendário vacinal, e essa é a principal razão de surtos da doença acontecerem esporadicamente.

A razão para a vacinação inadequada pode ser desde o esquecimento da realização das doses de reforço, problemas do sistema de saúde, até boatos sobre efeitos colaterais inexistentes da vacina.

Algum tempo atrás foi realizada uma associação entre a vacina contra caxumba e o desenvolvimento de autismo, mas isso se mostrou falso, e incapaz de ocorrer.

Realize a imunização sem medo e proteja suas crianças.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

Vacina de gripe causa gripe?

“Meu filho tomou a vacina de gripe e agora está com nariz escorrendo, tossindo e com febre”, ou “nem vou tomar a vacina da gripe para não ficar resfriado” são frases que muitos de nós já ouvimos ou, de maneira incorreta, já dissemos.

Afinal de contas, como uma vacina que contém partes daquilo que causa uma doença não adoece um paciente? Como os médicos afirmam com tanta certeza que a vacina da gripe não causa gripe?

Vamos lá, a famigerada vacina da gripe tem várias etapas em sua produção. Ela se inicia pela escolha da cepa, ou tipo de vírus que será escolhido para proteção em cada ano.

Não é somente um tipo de vírus que causa a gripe, mas vários, e destes vários, alguns ainda podem sofrer mutações, ou modificações, que podem alterar, de tempos em tempos, qual causa mais ou menos casos de gripe.

Depois da árdua tarefa de escolher os tipos, eles são isolados e alterados para serem produzidos de um modo similar ao mesmo de 60 anos atrás, que é por meio de ovos, onde esses vírus alterados vão se reproduzir e é a razão de pessoas com reações alérgicas graves a elementos presentes em ovos devem conversar com seu médico antes de fazer uso dessa vacina.

Após essas etapas a vacina será preparada, com a inativação e purificação do vírus, e está é a razão de nós médicos afirmarmos que a vacina não causa gripe, neste passo o vírus, em outras palavras, é “morto”, e apenas suas partes inativadas são utilizadas. A purificação é o processo que garante que apenas as partes inativadas estejam presentes na vacina, e não outras partes, como proteínas do ovo, usadas na produção.

Mas de que serve o vírus “morto” então? Nossas células de defesa irão capturar essas partículas, e usar dessa informação para seu aprimoramento e evitar que, caso o indivíduo entre em contato com um vírus vivo, a infecção não seja tão grave como poderia ser.

Apesar disso tudo, há ainda risco de efeitos adversos, como a alergia a elementos da vacina, como já explicado, ou reações leves, relacionadas a nossa defesa corporal, como uma vermelhidão da pele após a injeção, mas jamais o desenvolvimento de gripe.

Se logo após a vacinação a criança apresentar sintomas de gripe, provavelmente ela já havia entrado em contato com algum vírus vivo, ou algum vírus que não foi escolhido para nos proteger via vacinal.

Sempre tire suas dúvidas com seu médico, em especial se seu filho precisa e pode fazer uso da vacinação contra a gripe, e saiba que existe sim uma razão para ter tanta certeza de que não foi a vacina da gripe que causou gripe.