Bronquiolite não é bronquite.


A bronquiolite é uma infecção que afeta uma parte dos pulmões chamada bronquiolo. Estes são a parte tubular pequena que se rafimifica para carrear o ar para dentro e para fora dos pulmões. Quando esses tubos estão infectados eles ficam inchados e cheio de muco, o que torna a respiração extremamente difícil para uma criança

Geralmente é uma doença que afeta menores de 2 anos de idade. Na maioria das crianças, a bronquiolite tem resolução sozinha, mas algumas necessitam de avaliação médica. A causa mais comum é um vírus, o qual tem um nome curioso: Vírus Sincicial Respiratório.

Esse vírus, assim como outros que podem causar a bronquiolite são transmitidos pessoa a pessoa, pois eles estão presentes em partículas de secreção exaladas durante o ato de tossir e espirrar.

Essa doença tem um início similar a um resfriado, que pode começar com coriza nasal, tosse seca, febre e uma dificuldade para se alimentar.

Assim que a bronquiolite progride, outros sintomas aparecem:

  • Aumento da frequência respiratória
  • Dificuldade para respirar
  • Chiado no peito
  • Tosse
  • Dificuldade para se alimentar ainda maior

Sempre que houver dúvida sobre o estado de saúde de uma criança, há necessidade de avaliação médica. Todavia, após uma primeira visita com o diagnóstico da bronquiolite, o médico pode lhe explicar alguns sinais de alerta da doença, os quais indicam necessidade de retorno ao serviço médico, pois significam provável piora do estado clínico da criança:

  • Presença de esforço para respirar com afundamento da porção entre as costelas da criança.
  • Narinas que apresentem aumento da movimentação com a respiração.
  • Crianças menores de 3 meses que iniciem quadro febril.
  • Diminuição do número de fraldas com urina.

A bronquiolite é uma doença cuja evolução geralmente cursa com um momento de piora, a qual geralmente ocorre entre o 5º e o 6º dias do início da doença. O médico que avalia uma criança sempre leva esse fato em consideração para avaliar a necessidade de internação de uma criança.

O tratamento foca em oferecer à criança quantidade suficiente de oxigênio, e para fazer isso o serviço médico terá de retirar o muco do nariz do paciente para que ela respire melhor, oferecer inalações e oxigênio umidificado. Caso haja necessidade, medidas mais invasivas como a intubação podem ser realizadas.

Realizado um diagnóstico de bronquiolite, dificilmente haverá indicação de uso de antibióticos, pois essa é uma doença viral, e antibióticos não funcionam com vírus.

Caso a criança possa ser cuidada em casa, os cuidados oferecidos para que ela se sinta melhor passam por:

  • Oferecer quantidade correta de água.
  • Manter amamentação exclusiva se a criança tiver menos de 6 meses de idade.
  • Limpar o nariz da criança, se houver muita coriza e muco.
  • Observar qualquer sinal de alerta.
  • Impedir que fumem perto da criança.
  • Usar corretamente as medicações sintomáticas indicadas pelo seu médico.

As chances de adquirir a bronquiolite e suas piores complicações diminuem consideravelmente com a higiene correta das mãos, não se expor a indivíduos doentes, e manutenção da carteira vacinal sempre em dia.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

Caxumba em surto.

Caxumba é uma infecção causada por vírus. Essa infecção causa inchaço de glândulas que ficam à frente das orelhas e próxima da mandíbula, chamadas glândulas parótidas.

Ela já foi muito mais comum do que atualmente. Poucas pessoas têm essa doença hoje em dia, pois a maioria das crianças é vacinada contra ela.

O sintomas variam. Algumas pessoas podem não apresentar nada, e outras podem apresentar:

  • Febre
  • Cansaço e desânimo
  • Dor de cabeça
  • Falta de apetite

Após, aproximadamente, dois dias do início destes sintomas as glândulas parótidas começam a inchar.

As pessoas podem se infectar com o vírus da caxumba, se elas não tomaram a vacina ou nunca tiveram a doença anteriormente, apenas com o simples contato com alguém infectado. Os sintomas podem durar de 14 a 18 dias.

Em momentos de surtos da doença, o que significa que várias pessoas apresentam caxumba, é importante rever o calendário vacinal das crianças, e em caso de dúvida entrar em contato com seu médico.

Além do uso de medicações sintomáticas indicadas por um médico, é possível usar compressas aquecidas no local inflamado, de 10 a 15 minutos, algumas vezes ao dia, para melhorar a dor local.

Os sintomas da doença geralmente melhoram em duas semanas. As principais e raras complicações da doença são inchaço dos testículos nos meninos, inflamação dos ovários nas meninas, inflamação do sistema nervoso e surdez.

O tempo que uma criança de precisa ser afastada de sua escola ou creche depende de caso a caso, e precisa ser avaliada pelo médico.

O mais importante para evitar a caxumba é o respeito ao calendário vacinal, e essa é a principal razão de surtos da doença acontecerem esporadicamente.

A razão para a vacinação inadequada pode ser desde o esquecimento da realização das doses de reforço, problemas do sistema de saúde, até boatos sobre efeitos colaterais inexistentes da vacina.

Algum tempo atrás foi realizada uma associação entre a vacina contra caxumba e o desenvolvimento de autismo, mas isso se mostrou falso, e incapaz de ocorrer.

Realize a imunização sem medo e proteja suas crianças.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

Vacina de gripe causa gripe?

“Meu filho tomou a vacina de gripe e agora está com nariz escorrendo, tossindo e com febre”, ou “nem vou tomar a vacina da gripe para não ficar resfriado” são frases que muitos de nós já ouvimos ou, de maneira incorreta, já dissemos.

Afinal de contas, como uma vacina que contém partes daquilo que causa uma doença não adoece um paciente? Como os médicos afirmam com tanta certeza que a vacina da gripe não causa gripe?

Vamos lá, a famigerada vacina da gripe tem várias etapas em sua produção. Ela se inicia pela escolha da cepa, ou tipo de vírus que será escolhido para proteção em cada ano.

Não é somente um tipo de vírus que causa a gripe, mas vários, e destes vários, alguns ainda podem sofrer mutações, ou modificações, que podem alterar, de tempos em tempos, qual causa mais ou menos casos de gripe.

Depois da árdua tarefa de escolher os tipos, eles são isolados e alterados para serem produzidos de um modo similar ao mesmo de 60 anos atrás, que é por meio de ovos, onde esses vírus alterados vão se reproduzir e é a razão de pessoas com reações alérgicas graves a elementos presentes em ovos devem conversar com seu médico antes de fazer uso dessa vacina.

Após essas etapas a vacina será preparada, com a inativação e purificação do vírus, e está é a razão de nós médicos afirmarmos que a vacina não causa gripe, neste passo o vírus, em outras palavras, é “morto”, e apenas suas partes inativadas são utilizadas. A purificação é o processo que garante que apenas as partes inativadas estejam presentes na vacina, e não outras partes, como proteínas do ovo, usadas na produção.

Mas de que serve o vírus “morto” então? Nossas células de defesa irão capturar essas partículas, e usar dessa informação para seu aprimoramento e evitar que, caso o indivíduo entre em contato com um vírus vivo, a infecção não seja tão grave como poderia ser.

Apesar disso tudo, há ainda risco de efeitos adversos, como a alergia a elementos da vacina, como já explicado, ou reações leves, relacionadas a nossa defesa corporal, como uma vermelhidão da pele após a injeção, mas jamais o desenvolvimento de gripe.

Se logo após a vacinação a criança apresentar sintomas de gripe, provavelmente ela já havia entrado em contato com algum vírus vivo, ou algum vírus que não foi escolhido para nos proteger via vacinal.

Sempre tire suas dúvidas com seu médico, em especial se seu filho precisa e pode fazer uso da vacinação contra a gripe, e saiba que existe sim uma razão para ter tanta certeza de que não foi a vacina da gripe que causou gripe.