Amendoim com salsicha.

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“Meu filho comeu um cachorro quente e logo depois ficou assim, todo empipocado!”

É muito comum ouvir queixas como essa em pronto-socorros de Pediatria, e não somente com os alimentos do título, mas uma grande variedade, que são capazes de gerar alergias.

A alergia alimentar acontece quando o sistema imune de um indivíduo responde como se um alimento fosse ruim para seu corpo. Essa reação pode ser tão grave que mesmo que a pessoa coma, toque ou até mesmo respire perto da comida ela pode ter uma reação alérgica.

A maioria dessas reações podem aparecer em 5 minutos ou após 1 hora após o contato com a comida.

Os alimentos que causam alergia mais comumente são:

  • Leite e alimentos que contêm leite.
  • Ovos.
  • Farinha de trigo.
  • Soja.
  • Amendoim.
  • Castanhas, como amêndoas  e nozes.
  • Peixes e frutos do mar.
  • Corantes, conservantes e aditivos alimentares.

Toda pessoa pode ser alérgica a um ou mais alimentos, e muitas vezes é difícil afirmar se alguém tem realmente ou não alergia alimentar, pois alguns sintomas que podem aparecer após comer algo podem ter corrido por outras razões.

Os sintomas podem aparecer de uma forma branda até mais grave:

  • Placas avermelhadas e que causam coceira.
  • Pele avermelhada e inchada.
  • Inchaço dos olhos.
  • Espirros e coriza.

Os sintomas mais graves podem incluir:

  • Tosse.
  • Chiado no peito.
  • Dificuldade para respirar.
  • Desmaios.
  • Tonturas.

É importante notar que cada pessoa pode ter sintomas diferentes uma das outras com o mesmo alimento, e que a mesma pessoa pode ter reações diferentes a cada vez que entra em contato com o a fonte da alergia.

Existem exames que podem dizer se uma criança é alérgica a algum tipo de comida, ou não. A decisão do melhor modo de realizá-lo é feita pelo médico.

Existem testes feitos na pele, com pequenas amostras de fontes de alergia e observar se há alguma reação no local testado.

Existem também testes realizados com amostras de sangue, que procuram por proteínas chamadas anticorpos, as quais o corpo produz quando uma pessoa tem uma reação alérgica.

O tratamento envolve a avaliação da gravidade da reação alérgica.

Para casos extremamente graves, chamada de anafilaxia, a medicação de escolha é a adrenalina, e muitas vezes a criança terá de ficar em observação no hospital e fazer uso de medicamentos chamados anti-histamínicos.

A prevenção de reações alérgicas ocorre ao evitar o contato a alimentos que sabidamente  são causadores da alergia. Mesmo pequenas quantidades de comida podem causar grandes e perigosas reações.

Sempre leia embalagens de alimentos, pergunte nos restaurantes quais os ingredientes dos pratos pedidos e, se a reação é grave, indica-se utilizar braceletes ou algo que mostre que a criança é alérgica algum alimento.

Depois de um diagnóstico de alergia alimentar, algumas mudanças no estilo de vida da criança precisarão mudar, e um plano para evitar reações alérgicas deve ser traçado, em conjunto com um médico.

Não é possível ainda saber se uma criança terá ou não as mesmas alergias de seus pais, mas muitos fatores genéticos estão em jogo nesse caso, e a cautela está indicada, mas não há uma maneira definitiva de prever isso.

Sempre tire suas dúvidas com seu médico, pergunte sobre como prevenir reações que você já observou em seu filho, ou filha, e em casos graves procure um serviço de emergência.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

 

 

 

 

Como os rins podem adoecer?

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Aqui será falado sobre doença glomerular, que é o nome de uma doença que afeta os rins. Estes são órgãos que fazem parte do trato urinário que participam da produção de urina.

Todo rim tem duas partes:

Uma parte que filtra o sangue, retirando as impurezas e o excesso de álcool e água

Uma parte que coleta a urina

Na doença glomerular a primeira parte não está funcionando de modo adequado. Como resultado, substâncias que não deveriam estar na urina como sangue e proteínas podem aparecer por lá.

Essa doença renal pode se desenvolver rapidamente ou durante um longo período de tempo, sendo que existem vários tipos de doenças glomerulares e cada uma pode ter uma causa diferente.

Algumas vezes elas podem causar doenças muito graves, levando a insuficiência renal aguda, o que significa que os rins param de funcionar adequadamente.

Elas podem causar também doença renal crônica, que pode ser entendido como a parada lenta do funcionamento dos rins.

Os sintomas dependem do tipo de doença glomerular que a criança pode ter e o que poderia a estar causando. Estes podem ser:

  • Sangue na urina, ou urina avermelhada, rosada ou marrom.
  • Inchaço das mãos, da face, pés, ou barriga.
  • Sensação de cansaço.
  • Urinar pouco.

Algumas  pessoas podem nem mesmo apresentar sintomas, e acabam descobrindo o problema durante um exame de rotina.

Existem vários exames e testes diagnósticos para doenças glomerulares, que vão desde exames de sangue e urina, até ultrassonografia dos rins e biópsia, que é a retirada de uma pequena porção do rim para poder ser analisado por um médico patologista.

O tratamento de uma doença glomerular depende dos sintomas, o que está causando os sintomas e o quão rápido a doença está avançando.

Algumas não precisam de tratamento, mas apenas controle. Outras podem apresentar resolução sem uso de medicamentos específicos.

Quando há necessidade de tratamento, este pode incluir:

  • Medicamentos chamados esteroides.
  • Medicamentos muito fortes, os quais são capazes de desligar o sistema imune de uma criança.
  • Diuréticos, os quais fazem o pacientes urinar mais.
  • Anti-hipertensivos, pois algumas glomerulonefrites podem cursar com aumento da pressão arterial.
  • Hemodiálise, que é o procedimento em que uma máquina bombeia o sangue para fora do corpo, filtra e o reorganização para o corpo.
  • Diálise peritoneal, um procedimento que pode ser realizado até mesmo em casa, diariamente. Ele envolve a colocação de um fluido especial dentro da barriga da criança, o qual coleta o excesso de sal e água no sangue. Após o procedimento o fluido é drenado para fora do corpo.

Há ainda o transplante renal, usado quando a equipe médica decide que o melhor é a colocação de um rim saudável dentro do corpo de um paciente com doença renal.

Na maior parte das vezes em que um diagnóstico de doença renal glomerular é feito para os pais de uma criança, a palavra pode parecer estranha e o desconhecimento sobre o funcionamento de um dos órgãos mais complexos do corpo humano, como os rins, pode assustar.

Sempre tire suas dúvidas com seu médico e busque informações de fontes confiáveis, as quais ele mesmo pode indicar.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

Não vai passar xarope, doutor?

Xaropes que combatem a tosse não são recomendados, em especial no tratamento de infecções de via aérea superior. A justificativa é simples: a tosse auxilia na limpeza das secreções do trato respiratório, e suprimi-la pode resultar na retenção de muco e aumentar o risco de obstrução das vias aéreas.

É indiscutível que durante momentos de crise de tosse pode haver piora do sono da criança, do rendimento escolar, e ainda de suas habilidades para brincar. Então o que há para fazer para ajudar a criança com tosse?

A hidratação adequada é o primeiro passo, uma criança desidratada sofre mais com a tosse.

Oferecer sopas também pode auxiliar, em especial a canja, um prato que por si só pode oferecer tudo o que um indivíduo precisa para combater um resfriado, desde líquido, carboidratos presentes no arroz, até as proteínas da carne de frango.

E finalmente, o mel. O uso está indicado para crianças maiores que 1 ano, frente ao risco de botulismo, e pode ser oferecido na quantidade de 2,5 a 5,0ml para melhorar a crise de tosse durante um quadro de resfriado, sendo indicado pela Organização Mundial de Saúde e Academia Americana de Pediatria.

O mel foi o foco de alguns estudos científicos para avaliar sua eficácia e os resultados demonstraram uma melhora na freqüência da tosse, gravidade e irritabilidade das crianças que fizeram seu uso. Além disso, há uma revisão sobre o uso do mel para tosse, realizada em 2014 pelo renomadíssimo grupo Cochrane apontando benefícios de seu uso. Essa revisão pode ser acessada em inglês aqui.

Resumindo, as vovós tinham razão: melhor do que qualquer xarope, tomar água, uma sopa quente, e um pouco de mel podem melhorar a noite de uma criança resfriada e com tosse.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

Isso é asma.


Asma, bronquite alérgica, bronquite asmática, ou chiado alérgico, é uma doença que faz com que o paciente fique com muita dificuldade de respirar. Esta não é uma doença que causa sintomas o tempo todo, mas quando um paciente tem uma crise pode ser muito assustador.

Neste momento crítico as vias aéreas ficam muito estreitas e inflamadas e a criança apresenta muita dificuldade para respirar.

Os sintomas mais comuns são:

  • Chiado no peito.
  • Tosse seca, especialmente à noite, início da manhã, ou ao realizar exercícios.
  • Sensação de aperto no peito.
  • Dificuldade para respirar.

A gravidade dos sintomas é classificada segundo a frequência que eles aparecem no paciente.

Existem testes que podem indicar o diagnóstico de asma. A maioria das crianças com mais de 6 anos de idade conseguem realizá-los.

O que os pais precisam notar e saber durante uma consulta é o tipo de sintoma da criança, a frequência deles, se a falta de ar atrapalha o sono, o momento que aparecem, o que piora e o que melhora os sintomas.

O tratamento da asma utiliza de vários medicamentos, que podem ser inaladores, líquidos, ou pílulas. A prescrição depende do objetivo, se há necessidade de resolver o problema momentaneamente ou a longo prazo, e também qual o mais adequado frente a idade da criança.

Os sintomas de asma podem ser prevenidos com o uso adequado das medicações prescritas pelo seu médico. Você poderá também evitar o contato da criança com gatilhos de crise da doença que serão esclarecidos a cada consulta que realizar.

Os gatilhos mais comuns são:

  • Ficar doente com resfriado ou gripe.
  • Ácaros, mofo, animais de pelúcia, pólen, e outros alérgenos comuns.
  • Fumaça de cigarro.
  • Exercícios físicos.
  • Mudança no tempo.

O maior medo de um diagnóstico de asma para uma criança envolve como isto irá alterar sua vida. O importante é saber que seguir as indicações médicas da maneira mais correta possível permitirá uma vida ativa, sem grandes sacrifícios, para um indivíduo com asma.

Evite os gatilhos, siga um plano traçado com seu médico, note alterações dos sintomas e sempre use as medicações de controle.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850 

Bronquiolite não é bronquite.


A bronquiolite é uma infecção que afeta uma parte dos pulmões chamada bronquiolo. Estes são a parte tubular pequena que se rafimifica para carrear o ar para dentro e para fora dos pulmões. Quando esses tubos estão infectados eles ficam inchados e cheio de muco, o que torna a respiração extremamente difícil para uma criança

Geralmente é uma doença que afeta menores de 2 anos de idade. Na maioria das crianças, a bronquiolite tem resolução sozinha, mas algumas necessitam de avaliação médica. A causa mais comum é um vírus, o qual tem um nome curioso: Vírus Sincicial Respiratório.

Esse vírus, assim como outros que podem causar a bronquiolite são transmitidos pessoa a pessoa, pois eles estão presentes em partículas de secreção exaladas durante o ato de tossir e espirrar.

Essa doença tem um início similar a um resfriado, que pode começar com coriza nasal, tosse seca, febre e uma dificuldade para se alimentar.

Assim que a bronquiolite progride, outros sintomas aparecem:

  • Aumento da frequência respiratória
  • Dificuldade para respirar
  • Chiado no peito
  • Tosse
  • Dificuldade para se alimentar ainda maior

Sempre que houver dúvida sobre o estado de saúde de uma criança, há necessidade de avaliação médica. Todavia, após uma primeira visita com o diagnóstico da bronquiolite, o médico pode lhe explicar alguns sinais de alerta da doença, os quais indicam necessidade de retorno ao serviço médico, pois significam provável piora do estado clínico da criança:

  • Presença de esforço para respirar com afundamento da porção entre as costelas da criança.
  • Narinas que apresentem aumento da movimentação com a respiração.
  • Crianças menores de 3 meses que iniciem quadro febril.
  • Diminuição do número de fraldas com urina.

A bronquiolite é uma doença cuja evolução geralmente cursa com um momento de piora, a qual geralmente ocorre entre o 5º e o 6º dias do início da doença. O médico que avalia uma criança sempre leva esse fato em consideração para avaliar a necessidade de internação de uma criança.

O tratamento foca em oferecer à criança quantidade suficiente de oxigênio, e para fazer isso o serviço médico terá de retirar o muco do nariz do paciente para que ela respire melhor, oferecer inalações e oxigênio umidificado. Caso haja necessidade, medidas mais invasivas como a intubação podem ser realizadas.

Realizado um diagnóstico de bronquiolite, dificilmente haverá indicação de uso de antibióticos, pois essa é uma doença viral, e antibióticos não funcionam com vírus.

Caso a criança possa ser cuidada em casa, os cuidados oferecidos para que ela se sinta melhor passam por:

  • Oferecer quantidade correta de água.
  • Manter amamentação exclusiva se a criança tiver menos de 6 meses de idade.
  • Limpar o nariz da criança, se houver muita coriza e muco.
  • Observar qualquer sinal de alerta.
  • Impedir que fumem perto da criança.
  • Usar corretamente as medicações sintomáticas indicadas pelo seu médico.

As chances de adquirir a bronquiolite e suas piores complicações diminuem consideravelmente com a higiene correta das mãos, não se expor a indivíduos doentes, e manutenção da carteira vacinal sempre em dia.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

Deficiência de G6PD.

A deficiência de G6PD ou glicose-6-fosfato desidrogenase é um problema que envolve as hemácias, ou parte vermelha do sangue.

A G6PD é uma proteína que ajuda as hemácias a funcionarem normalmente.

A deficiência dessa substância deixa as hemácias mais sensíveis e são facilmente destruídas por certas medicações e substâncias químicas. Se a hemácia é destruída, em um processo chamado hemólise, o paciente pode ficar com poucas células vermelhas no sangue, o que se chama anemia.

Esse é um problema que as pessoas nascem com ele, sendo causado por um gene anormal.

Existem vários tipos de deficiência de G6PD, sendo mais comum em certos grupos de indivíduos do que outros.

A deficiência de G6PD é mais comum em etnias oriundas do Mediterrâneo e Oriente Médio.

Na forma mais comum de deficiência de G6PD a hemolise não acontece o tempo todo, mas sim quando a criança entra em contato com certos gatilhos, que podem ser:

  • Algumas infecções
  • Medicações como antibióticos “sulfa” e anti-maláricos.
  • Comidas específicas como fava
  • Entrar em contato com certas substâncias químicas como as presentes na naftalina.

Os sintomas da deficiência de G6PD dependem do tipo apresentado pela criança, e muitas vezes eles se apresentam apenas quando em contato com um gatilho.

Esses indivíduos se apresentam com:

  • Icterícia (pele amarelada)
  • Palidez
  • Urina escura
  • Dor nas costas
  • Dor abdominal

Existem testes laboratoriais para avaliação da deficiência de um paciente, sendo o teste do pezinho ampliado um deles.

O tratamento depende dos sintomas e da gravidade da anemia da criança. A maioria das pessoas não precisa de nenhum tratamento, pois os sintomas geralmente melhoram após algumas semanas da retirada do gatilho.

Anemias severas podem precisar de transfusões sanguíneas e bebês podem precisar de terapia com uma luz azul, a fototerapia.

Mais informações confiáveis você pode encontrar aqui: APAESP.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

A batida na cabeça.

O traumatismo craniano ocorre comumente na infância e na adolescência. A maioria dos traumas é moderado e não se associam a lesão cerebral, ou complicações crônicas.

Os pais de uma criança com traumatismo craniano devem colaborar com o serviço médico sobre a necessidade de avaliação clínica, monitorar, na medida da possibilidade, sinais e sintomas de piora e desenvolver um plano para diminuir os riscos de traumas futuros.

As quedas são a causa mais comum de trauma craniano em crianças, seguido de acidentes automobilísticos, bicicletas, prática esportiva e abuso. O risco de lesão cerebral aumenta com o grau de gravidade do trauma.

A criança precisa de avaliação médica sempre que:

  • Queda maior que 1 metro
  • Idade menor que 6 meses
  • Mais de um vômito
  • Apresenta convulsões ou desmaio
  • Apresenta dor de cabeça cada vez pior
  • Dificuldade para andar, falar ou enxergar
  • Parece confusa, ou age de uma maneira diferente, preocupante
  • Apresenta tontura após certo tempo
  • Apresenta sangramento nasal ou saída de líquido claro pelo nariz
  • Apresenta corte que continua sangrando mesmo após pressioná-lo por 10 minutos
  • Apresenta fraqueza ou sensibilidade diminuída em um alguma parte do corpo
  • Não consegue parar de chorar
  • Tem dificuldade de se manter acordado
  • Recebeu o trauma de maneira muito violenta

A maioria dos pais tem dúvidas sobre o que pode ser feito caso o trauma tenha sido leve. Primeiramente deite a criança, deixe-a relaxada, ofereça um pouco de água.

Se houve alguma lesão, pressione o local com uma gaze limpa por 10 minutos. Coloque gelo ou algo gelado nos locais inchados, por pelo menos 20 minutos.

Observe a criança atentamente. Se o trauma piorar, ou a criança começar a agir de maneira estranha procure rapidamente o serviço médico.

Após se apresentar em um serviço médico, o profissional poderá decidir se haverá necessidade de exames de imagem ou não, baseado na idade da criança, sintomas e o modo que o trauma ocorreu.

A maioria dos casos não necessita de exames de imagem. Todavia, se houver necessidade o exame a ser solicitado, se disponível, será uma tomografia computadorizada, pois ele mostra imagens detalhadas do cérebro e do crânio, evidenciando sangramentos ou lesões ósseas.

O tratamento escolhido depende da gravidade do trauma e dos sintomas apresentados.

Na maioria das vezes o médico irá optar por aguardar e observar a criança.

Os cuidados posteriores são definidos caso a caso.

O mais importante é a prevenção de acidentes que podem levar ao traumatismo craniano:

  • Não durma com o bebê no colo
  • Sempre utilizar de capacetes quando usar bicicleta, skate, patinete ou patins
  • Não brincar em ruas movimentadas
  • Instalar assento infantil de maneira correta no carro
  • Colocar portões e proteções em escadas
  • Ensinar crianças a atravessar as ruas olhando para os dois lados

Sempre tenha o controle da situação, tenha calma, proteja adequadamente sua criança e caso o acidente ocorra, avalie o que aconteceu e procure auxílio médico se dúvida, sempre que possível.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

Limpando os ouvidos.

O que há em uma orelha de criança que precisa ser sistematicamente higienizada com cotonetes introduzidos dentro do canal auditivo? Nada!

As partes internas da orelha não precisam ser limpas em casa, assim como pode ser muito perigoso utilizar qualquer tentativa de limpeza caseira, tais como tampas de caneta, palitos e cotonetes.

Os riscos são de lesionar a membrana timpânica, os ossículos que compõem o aparelho auditivo e, inclusive, piorar os problemas com a famosa “cera“.

A “cera”, ou cerumen auxilia na proteção do canal auditivo, prevenindo inclusive infecções.

Obviamente há casos em que há muito cerumen, levando à impactação, o que pode gerar sintomas como:

  • Dificuldade auditiva.
  • Dor nos ouvidos.
  • Zumbido.
  • Sensação de “ouvidos tampados”.

Essa impactação pode ocorrer pelas seguintes razões:

  • Doenças que afetam o canal auditivo, como problemas de pele que aumentam a produção de cerumen.
  • Canal auditivo pequeno.
  • Erros na higiene, como o uso de cotonete na parte interna do aparelho auditivo.
  • Grande produção de cerumen.

Se uma criança apresenta algum desses sintomas, procure um médico, ele poderá, após exame clínico, indicar qual a melhor maneira de resolver a impactação de cerumen, que vai desde o uso de medicamentos otológicos, até procedimentos especiais.

Resumindo, o canal auditivo não precisa ser limpo em casa, muito menos com cotonete, o que certamente irá piorar qualquer situação.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

 

 

 

 

Caxumba em surto.

Caxumba é uma infecção causada por vírus. Essa infecção causa inchaço de glândulas que ficam à frente das orelhas e próxima da mandíbula, chamadas glândulas parótidas.

Ela já foi muito mais comum do que atualmente. Poucas pessoas têm essa doença hoje em dia, pois a maioria das crianças é vacinada contra ela.

O sintomas variam. Algumas pessoas podem não apresentar nada, e outras podem apresentar:

  • Febre
  • Cansaço e desânimo
  • Dor de cabeça
  • Falta de apetite

Após, aproximadamente, dois dias do início destes sintomas as glândulas parótidas começam a inchar.

As pessoas podem se infectar com o vírus da caxumba, se elas não tomaram a vacina ou nunca tiveram a doença anteriormente, apenas com o simples contato com alguém infectado. Os sintomas podem durar de 14 a 18 dias.

Em momentos de surtos da doença, o que significa que várias pessoas apresentam caxumba, é importante rever o calendário vacinal das crianças, e em caso de dúvida entrar em contato com seu médico.

Além do uso de medicações sintomáticas indicadas por um médico, é possível usar compressas aquecidas no local inflamado, de 10 a 15 minutos, algumas vezes ao dia, para melhorar a dor local.

Os sintomas da doença geralmente melhoram em duas semanas. As principais e raras complicações da doença são inchaço dos testículos nos meninos, inflamação dos ovários nas meninas, inflamação do sistema nervoso e surdez.

O tempo que uma criança de precisa ser afastada de sua escola ou creche depende de caso a caso, e precisa ser avaliada pelo médico.

O mais importante para evitar a caxumba é o respeito ao calendário vacinal, e essa é a principal razão de surtos da doença acontecerem esporadicamente.

A razão para a vacinação inadequada pode ser desde o esquecimento da realização das doses de reforço, problemas do sistema de saúde, até boatos sobre efeitos colaterais inexistentes da vacina.

Algum tempo atrás foi realizada uma associação entre a vacina contra caxumba e o desenvolvimento de autismo, mas isso se mostrou falso, e incapaz de ocorrer.

Realize a imunização sem medo e proteja suas crianças.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

Vacina de gripe causa gripe?

“Meu filho tomou a vacina de gripe e agora está com nariz escorrendo, tossindo e com febre”, ou “nem vou tomar a vacina da gripe para não ficar resfriado” são frases que muitos de nós já ouvimos ou, de maneira incorreta, já dissemos.

Afinal de contas, como uma vacina que contém partes daquilo que causa uma doença não adoece um paciente? Como os médicos afirmam com tanta certeza que a vacina da gripe não causa gripe?

Vamos lá, a famigerada vacina da gripe tem várias etapas em sua produção. Ela se inicia pela escolha da cepa, ou tipo de vírus que será escolhido para proteção em cada ano.

Não é somente um tipo de vírus que causa a gripe, mas vários, e destes vários, alguns ainda podem sofrer mutações, ou modificações, que podem alterar, de tempos em tempos, qual causa mais ou menos casos de gripe.

Depois da árdua tarefa de escolher os tipos, eles são isolados e alterados para serem produzidos de um modo similar ao mesmo de 60 anos atrás, que é por meio de ovos, onde esses vírus alterados vão se reproduzir e é a razão de pessoas com reações alérgicas graves a elementos presentes em ovos devem conversar com seu médico antes de fazer uso dessa vacina.

Após essas etapas a vacina será preparada, com a inativação e purificação do vírus, e está é a razão de nós médicos afirmarmos que a vacina não causa gripe, neste passo o vírus, em outras palavras, é “morto”, e apenas suas partes inativadas são utilizadas. A purificação é o processo que garante que apenas as partes inativadas estejam presentes na vacina, e não outras partes, como proteínas do ovo, usadas na produção.

Mas de que serve o vírus “morto” então? Nossas células de defesa irão capturar essas partículas, e usar dessa informação para seu aprimoramento e evitar que, caso o indivíduo entre em contato com um vírus vivo, a infecção não seja tão grave como poderia ser.

Apesar disso tudo, há ainda risco de efeitos adversos, como a alergia a elementos da vacina, como já explicado, ou reações leves, relacionadas a nossa defesa corporal, como uma vermelhidão da pele após a injeção, mas jamais o desenvolvimento de gripe.

Se logo após a vacinação a criança apresentar sintomas de gripe, provavelmente ela já havia entrado em contato com algum vírus vivo, ou algum vírus que não foi escolhido para nos proteger via vacinal.

Sempre tire suas dúvidas com seu médico, em especial se seu filho precisa e pode fazer uso da vacinação contra a gripe, e saiba que existe sim uma razão para ter tanta certeza de que não foi a vacina da gripe que causou gripe.