Meu filho engoliu uma moeda!

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As crianças têm um risco maior do que os adultos de engolir objetos pequenos. Elas engolem moedas, brinquedos pequenos, anéis, ou baterias.

Geralmente quando alguém engole um objeto não há perigo extremo, pois o mesmo pode passar pelo trato digestório sem causar problemas.

Quando há algum problema, os sintomas são:

  • Dificuldade para engolir comida
  • Salivação
  • Dor no pescoço ou peito
  • Tosse, dificuldade para respirar ou respiração ruidosa

Esse sintomas ocorrem mais comumente quando há algum problema com o esôfago, quando o objeto fica preso ali.

Quando uma criança engole um objeto, o correto é procurar ajuda em serviço de saúde.

Após o atendimento pode haver necessidade de realizar um exame de raio-X, pois podem aparecer no exame.

Alguns objetos precisam ser retirados prontamente do corpo, e outros não. Isso depende:

  • Do tipo de objeto, se este pode provocar algum dano ao corpo, como baterias e ímãs, além de objetos pontiagudos, longos, ou feitos de chumbo.
  • Do local em que estão no trato digestório, pois objetos no esôfago precisam ser retirados prontamente.
  • Dos sintomas apresentados pelo paciente.
  • Do tempo em que o objeto está no corpo.

Se o objeto não precisa ser removido o médico pedirá para checar a saída do mesmo na observação das fezes, realização periódica de radiografias e se há sintomas de lesão ao trato digestório, tais como:

  • Febre
  • Náuses e vômitos
  • Dor abdominal
  • Sangue nas fezes

E como retirar o objeto? Para fazer a retirada do esôfago ou estômago, o médico solicitará a realização de uma endoscopia digestiva alta, um procedimento no qual um tube delgado com uma câmera e uma lanterna em seu final é introduzido na boca do paciente. Deste modo o objeto pode ser encontrado e retirado.

A retirada de um objeto no intestino já pode ser mis complicada e necessitar de um procedimento cirúrgico.

De um jeito ou de outro, o importante é evitar que isso ocorra com atenção às ações da criança, e se ocorrer, buscar serviço médico.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

 

Meningite

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A meningite é uma doença que pode causar febre, dor de cabeça, e rigidez no pescoço. Ela é um dos mais temidos e perigosos males que podem afetar a saúde de uma criança.

Essa infecção acaba ocorrendo quando os tecidos que envolvem o cérebro e a espinha, que se chamam meninges, são afetados. Isso geralmente ocorre quando a criança tem uma infecção em alguma outra parte do corpo, o que facilita para que os germes cheguem até aí através do sangue.

Existem dois tipos de meningite dependendo do tipo de germe que a causa, bacteriana ou viral.

É muito importante que o médico descubra se uma criança tem uma meningite viral ou bacteriana, pois esta é uma emergência médica. Se uma meningite bacteriana não é rapidamente tratada, ela pode levar a lesões cerebrais como a surdez ou deficiência intelectual, ou até mesmo à morte.

A meningite viral geralmente é menos perigosa, leva a menos problemas cerebrais, mas precisa do mesmo grau de atenção do profissional de saúde.

Os principais sintomas são:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Rigidez no pescoço
  • Náusea e vômitos
  • Confusão
  • Sonolência
  • Fotofobia

Em bebês você pode notar:

  • Dificuldade para se alimentar
  • Diarreia
  • A moleira fica abaulada
  • Sonolência

Algumas vezes as meningites viral e bacteriana têm sintomas diferentes. Uma criança com meningite bacteriana pode ter convulsões ou manchas roxas pela pele, enquanto uma com meningite viral pode apresentar coriza, dor muscular, tosse, ou vermelhidão pelo corpo.

Se você acha que seu filho, ou filha, pode estar com meningite, leve-o prontamente a um pronto-atendimento, ou serviço médico mais próximo.

Existem vários testes para realizar o diagnóstico de meningite:

  • Exames de sangue.
  • Punção lombar, onde o médico realizarão uma punção na parte baixa das costas da criança para retirar uma pequena quantidade do líquido que passa por dentro da espinha para análise laboratorial.
  • Tomografia ou outros exames de imagem.

O tratamento depende do tipo de meningite. Uma meningite bacteriana é tratada com antibióticos endovenosos, enquanto a viral não irá necessitar de antibióticos, mas precisará de observação clínica, repouso, e medicamentos sintomáticos.

O tratamento é demorado, e pode se estender por dias a semanas, e alguns resultados laboratoriais podem demorar a sair, e são necessários para auxiliar o médico a decidir se irá continuar, ou não, o uso de antibióticos, por exemplo.

As bactérias e vírus que causam meningite podem ser transmitidas de pessoa a pessoa, e por essa razão, dependendo da causa, poderá ser solicitado que pessoas em contato íntimo com a criança tomem antibióticos também.

Para diminuir as chances de uma criança adoecer com meningite você pode:

  • Ter certeza de que a carteira vacinal está em dia.
  • Lavar as mãos de maneira adequada.

A meningite é uma doença grave, e necessita de uma ação rápida tanto da família, quanto da equipe médica.

Todas as dúvidas devem ser retiradas com seu médico.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163.850

 

 

 

A Febre

O que é a febre? Por que temer esse sintoma de modo tão desesperador?

A febre é o aumento da temperatura corporal até um certo nível. O nível é determinado pelo modo que ela é aferida.

Ela é a resposta natural a uma grande gama de ocasiões, sendo a mais comum  uma infecção.

É possível aferir a temperatura pela boca, axilas, ouvidos, testa e reto. Cada local tem suas vantagens e desvantagens de uso.

De uma maneira geral, uma temperatura acima de 37,8ºC  obtida em casa, com termômetros facilmente encontrados em farmácias, já pode ser considerada febre, e necessita de maior atenção dos pais.

De todo modo, o valor da temperatura, seja 38ºC ou 40ºC,  é menos importante do que o quão doente seu filho, ou filha, aparenta estar. A febre é apenas um dado a mais, dentro de um todo que representa uma criança.

Então vamos lá, qual a melhor maneira de aferir a temperatura de uma criança em casa?

Utilizando uma termômetro axilar, o mais comum em nosso país, deixe-a calma, em um ambiente neutro, não muito coberta, aguarde de 3 a 4 minutos, caso use um termômetro de vidro, ou pelo sinal do termômetro digital. Anote o valor, para não se esquecer.

Uma temperatura elevada pode ser causada por um resfriado, uma gripe, infecção de vias aéreas, das vias urinárias ou intestinais. Ou seja, não é a febre que está causando o verdadeiro mal, mas sim o vírus ou bactéria que está atacando o organismo da criança.

Não existe embasamento científico suficiente para a crença de que o crescimento dos dentes cause febre.

Assim que a febre for notada, a criança deve ser levada a um serviço médico se:

  • Ela for menor de 3 meses, mesmo que pareça estar bem. E, se nenhum médico lhe indicou uso de qualquer antitérmico, não use.
  • A criança tiver  entre 3 meses e 3 anos, com aparência ruim, doente, com recusa de líquido, e temperatura crescente.

Crianças de qualquer idade devem ser levadas a um serviço médico se:

  • A temperatura aferida for de 40ºC
  • Convulsões acompanham a febre
  • Febre que são persistentes, mesmo com uso de antitérmicos
  • A criança tem alguma comorbidade, como problemas no coração, câncer, lupus, ou anemia falciforme e está com febre
  • Febres que cursam com manchas na pele

Para confortar uma criança com febre você pode oferecer água em abundância, sucos e chás. Manter a criança em um local calmo, encorajando-a a descansar. Compressas podem ser reconfortantes, assim como banhos mornos.

Nunca é uma boa ideia realizar compressas com álcool em uma criança. E jamais dê ácido acetilsalicílico (aspirina) para uma criança para combater a febre.

Ao levar a criança ao pediatria, este irá procurar a causa deste sintoma. Ele poderá solicitar exames de imagem e exames de sangue somente se o exame físico não esclarecer o foco de uma provável infecção.

Antibióticos não tratam febre, eles serão indicados apenas se a causa desta for uma infecção por bactérias, pois se os causadores forem os vírus, não haverá necessidade de seu uso também.

Remédios que combatem a febre como a dipirona, o paracetamol e o ibuprofeno podem ser indicados, mas não são sempre necessários. Uma criança acima de 3 meses, com temperatura elevada, mas menor que 38,9ºC e que aparenta estar saudável, agindo de modo normal não precisa de tratamento.

Toda dúvida deve ser tirada com seu médico, jamais dê remédios por conta própria.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

 

 

 

 

 

A batida na cabeça.

O traumatismo craniano ocorre comumente na infância e na adolescência. A maioria dos traumas é moderado e não se associam a lesão cerebral, ou complicações crônicas.

Os pais de uma criança com traumatismo craniano devem colaborar com o serviço médico sobre a necessidade de avaliação clínica, monitorar, na medida da possibilidade, sinais e sintomas de piora e desenvolver um plano para diminuir os riscos de traumas futuros.

As quedas são a causa mais comum de trauma craniano em crianças, seguido de acidentes automobilísticos, bicicletas, prática esportiva e abuso. O risco de lesão cerebral aumenta com o grau de gravidade do trauma.

A criança precisa de avaliação médica sempre que:

  • Queda maior que 1 metro
  • Idade menor que 6 meses
  • Mais de um vômito
  • Apresenta convulsões ou desmaio
  • Apresenta dor de cabeça cada vez pior
  • Dificuldade para andar, falar ou enxergar
  • Parece confusa, ou age de uma maneira diferente, preocupante
  • Apresenta tontura após certo tempo
  • Apresenta sangramento nasal ou saída de líquido claro pelo nariz
  • Apresenta corte que continua sangrando mesmo após pressioná-lo por 10 minutos
  • Apresenta fraqueza ou sensibilidade diminuída em um alguma parte do corpo
  • Não consegue parar de chorar
  • Tem dificuldade de se manter acordado
  • Recebeu o trauma de maneira muito violenta

A maioria dos pais tem dúvidas sobre o que pode ser feito caso o trauma tenha sido leve. Primeiramente deite a criança, deixe-a relaxada, ofereça um pouco de água.

Se houve alguma lesão, pressione o local com uma gaze limpa por 10 minutos. Coloque gelo ou algo gelado nos locais inchados, por pelo menos 20 minutos.

Observe a criança atentamente. Se o trauma piorar, ou a criança começar a agir de maneira estranha procure rapidamente o serviço médico.

Após se apresentar em um serviço médico, o profissional poderá decidir se haverá necessidade de exames de imagem ou não, baseado na idade da criança, sintomas e o modo que o trauma ocorreu.

A maioria dos casos não necessita de exames de imagem. Todavia, se houver necessidade o exame a ser solicitado, se disponível, será uma tomografia computadorizada, pois ele mostra imagens detalhadas do cérebro e do crânio, evidenciando sangramentos ou lesões ósseas.

O tratamento escolhido depende da gravidade do trauma e dos sintomas apresentados.

Na maioria das vezes o médico irá optar por aguardar e observar a criança.

Os cuidados posteriores são definidos caso a caso.

O mais importante é a prevenção de acidentes que podem levar ao traumatismo craniano:

  • Não durma com o bebê no colo
  • Sempre utilizar de capacetes quando usar bicicleta, skate, patinete ou patins
  • Não brincar em ruas movimentadas
  • Instalar assento infantil de maneira correta no carro
  • Colocar portões e proteções em escadas
  • Ensinar crianças a atravessar as ruas olhando para os dois lados

Sempre tenha o controle da situação, tenha calma, proteja adequadamente sua criança e caso o acidente ocorra, avalie o que aconteceu e procure auxílio médico se dúvida, sempre que possível.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850