Meningite

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A meningite é uma doença que pode causar febre, dor de cabeça, e rigidez no pescoço. Ela é um dos mais temidos e perigosos males que podem afetar a saúde de uma criança.

Essa infecção acaba ocorrendo quando os tecidos que envolvem o cérebro e a espinha, que se chamam meninges, são afetados. Isso geralmente ocorre quando a criança tem uma infecção em alguma outra parte do corpo, o que facilita para que os germes cheguem até aí através do sangue.

Existem dois tipos de meningite dependendo do tipo de germe que a causa, bacteriana ou viral.

É muito importante que o médico descubra se uma criança tem uma meningite viral ou bacteriana, pois esta é uma emergência médica. Se uma meningite bacteriana não é rapidamente tratada, ela pode levar a lesões cerebrais como a surdez ou deficiência intelectual, ou até mesmo à morte.

A meningite viral geralmente é menos perigosa, leva a menos problemas cerebrais, mas precisa do mesmo grau de atenção do profissional de saúde.

Os principais sintomas são:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Rigidez no pescoço
  • Náusea e vômitos
  • Confusão
  • Sonolência
  • Fotofobia

Em bebês você pode notar:

  • Dificuldade para se alimentar
  • Diarreia
  • A moleira fica abaulada
  • Sonolência

Algumas vezes as meningites viral e bacteriana têm sintomas diferentes. Uma criança com meningite bacteriana pode ter convulsões ou manchas roxas pela pele, enquanto uma com meningite viral pode apresentar coriza, dor muscular, tosse, ou vermelhidão pelo corpo.

Se você acha que seu filho, ou filha, pode estar com meningite, leve-o prontamente a um pronto-atendimento, ou serviço médico mais próximo.

Existem vários testes para realizar o diagnóstico de meningite:

  • Exames de sangue.
  • Punção lombar, onde o médico realizarão uma punção na parte baixa das costas da criança para retirar uma pequena quantidade do líquido que passa por dentro da espinha para análise laboratorial.
  • Tomografia ou outros exames de imagem.

O tratamento depende do tipo de meningite. Uma meningite bacteriana é tratada com antibióticos endovenosos, enquanto a viral não irá necessitar de antibióticos, mas precisará de observação clínica, repouso, e medicamentos sintomáticos.

O tratamento é demorado, e pode se estender por dias a semanas, e alguns resultados laboratoriais podem demorar a sair, e são necessários para auxiliar o médico a decidir se irá continuar, ou não, o uso de antibióticos, por exemplo.

As bactérias e vírus que causam meningite podem ser transmitidas de pessoa a pessoa, e por essa razão, dependendo da causa, poderá ser solicitado que pessoas em contato íntimo com a criança tomem antibióticos também.

Para diminuir as chances de uma criança adoecer com meningite você pode:

  • Ter certeza de que a carteira vacinal está em dia.
  • Lavar as mãos de maneira adequada.

A meningite é uma doença grave, e necessita de uma ação rápida tanto da família, quanto da equipe médica.

Todas as dúvidas devem ser retiradas com seu médico.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163.850

 

 

 

Bebês com Refluxo

Refluxo, ou refluxo gastro-esofágico, é o que se chama quando o ácido que normalmente fica no estômago acaba subindo para o esôfago, que é o tubo que leva a comida da boca até o estômago.

Bebês saudáveis geralmente têm refluxo, e acabam cuspindo leite materno, ou fórmula, logo após as mamadas. Isso não machuca o bebê, e a maioria acaba não apresentando mais o quadro sem nenhum tipo de tratamento.  Todavia, algumas crianças podem ter problemas mais sérios e até apresentarem a doença do refluxo gastro-esofágico.

Alguns bebês têm um risco maior de apresentarem essa doença:

  • Bebês prematuros
  • Vivem em ambiente com fumantes
  • Bebês com síndrome de Down
  • Bebês com problemas cerebrais

Você pode perceber se seu filho, ou filha, tem esse tipo de problema se ele acaba cuspindo muito leite e também:

  • Tem recusa alimentar
  • Chora muito e arqueia o corpo como se estivesse com dor
  • Engasga frequentemente com o leite
  • Apresenta vômitos frequentes
  • Não tem ganho de peso adequado

Se você perceber que seu bebê apresenta esses problemas, procure o auxílio de um serviço médico que poderá avaliar a gravidade da situação.

Há algumas coisas que você pode fazer para melhorar o refluxo, tais como:

  • Manter o bebê em posição vertical após se alimentar, segurando-o nos braços por 20 a 30 minutos após se alimentar, ao invés de colocá-lo prontamente para deitar-se.
  • Colocar o bebê em um assento infantil não ajuda a controlar o refluxo e pode piorar o quadro.
  • Sempre coloque o bebê para dormir de barriga para cima, com ou sem refluxo!
  • Parar de fumar, que além de melhorar o refluxo, evitará inúmeros problemas relacionados ao tabagismo passivo.
  • Uma dieta sem leite de vaca e sem soja, pois alguns bebês têm problemas para digerir a proteína do leite de vaca, ou produtos derivados da soja. O pediatra pode solicitar a retirada desses alimentos da dieta da criança,  e inclusive da mãe, se esta estiver amamentando.

O tratamento do refluxo muitas vezes é desnecessário, e muitas vezes medicações não fazem o bebê se sentir melhor.

O médico pode, em casos especiais, indicar uso de fórmulas lácteas mais consistentes, que dificultem o refluxo gastro-esofágico, e até mesmo indicar uso de certas medicações.

Jamais faça uso de fórmulas lácteas por conta própria, não suspenda a amamentação e não use medicamentos sem indicação médica.

Tire suas dúvidas com seu pediatra, e tenha em mente que muitas vezes bebês agem de modo estranho, e isso pode não ser doença alguma, muito menos refluxo.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163.850

A Febre

O que é a febre? Por que temer esse sintoma de modo tão desesperador?

A febre é o aumento da temperatura corporal até um certo nível. O nível é determinado pelo modo que ela é aferida.

Ela é a resposta natural a uma grande gama de ocasiões, sendo a mais comum  uma infecção.

É possível aferir a temperatura pela boca, axilas, ouvidos, testa e reto. Cada local tem suas vantagens e desvantagens de uso.

De uma maneira geral, uma temperatura acima de 37,8ºC  obtida em casa, com termômetros facilmente encontrados em farmácias, já pode ser considerada febre, e necessita de maior atenção dos pais.

De todo modo, o valor da temperatura, seja 38ºC ou 40ºC,  é menos importante do que o quão doente seu filho, ou filha, aparenta estar. A febre é apenas um dado a mais, dentro de um todo que representa uma criança.

Então vamos lá, qual a melhor maneira de aferir a temperatura de uma criança em casa?

Utilizando uma termômetro axilar, o mais comum em nosso país, deixe-a calma, em um ambiente neutro, não muito coberta, aguarde de 3 a 4 minutos, caso use um termômetro de vidro, ou pelo sinal do termômetro digital. Anote o valor, para não se esquecer.

Uma temperatura elevada pode ser causada por um resfriado, uma gripe, infecção de vias aéreas, das vias urinárias ou intestinais. Ou seja, não é a febre que está causando o verdadeiro mal, mas sim o vírus ou bactéria que está atacando o organismo da criança.

Não existe embasamento científico suficiente para a crença de que o crescimento dos dentes cause febre.

Assim que a febre for notada, a criança deve ser levada a um serviço médico se:

  • Ela for menor de 3 meses, mesmo que pareça estar bem. E, se nenhum médico lhe indicou uso de qualquer antitérmico, não use.
  • A criança tiver  entre 3 meses e 3 anos, com aparência ruim, doente, com recusa de líquido, e temperatura crescente.

Crianças de qualquer idade devem ser levadas a um serviço médico se:

  • A temperatura aferida for de 40ºC
  • Convulsões acompanham a febre
  • Febre que são persistentes, mesmo com uso de antitérmicos
  • A criança tem alguma comorbidade, como problemas no coração, câncer, lupus, ou anemia falciforme e está com febre
  • Febres que cursam com manchas na pele

Para confortar uma criança com febre você pode oferecer água em abundância, sucos e chás. Manter a criança em um local calmo, encorajando-a a descansar. Compressas podem ser reconfortantes, assim como banhos mornos.

Nunca é uma boa ideia realizar compressas com álcool em uma criança. E jamais dê ácido acetilsalicílico (aspirina) para uma criança para combater a febre.

Ao levar a criança ao pediatria, este irá procurar a causa deste sintoma. Ele poderá solicitar exames de imagem e exames de sangue somente se o exame físico não esclarecer o foco de uma provável infecção.

Antibióticos não tratam febre, eles serão indicados apenas se a causa desta for uma infecção por bactérias, pois se os causadores forem os vírus, não haverá necessidade de seu uso também.

Remédios que combatem a febre como a dipirona, o paracetamol e o ibuprofeno podem ser indicados, mas não são sempre necessários. Uma criança acima de 3 meses, com temperatura elevada, mas menor que 38,9ºC e que aparenta estar saudável, agindo de modo normal não precisa de tratamento.

Toda dúvida deve ser tirada com seu médico, jamais dê remédios por conta própria.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

 

 

 

 

 

Como os rins podem adoecer?

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Aqui será falado sobre doença glomerular, que é o nome de uma doença que afeta os rins. Estes são órgãos que fazem parte do trato urinário que participam da produção de urina.

Todo rim tem duas partes:

Uma parte que filtra o sangue, retirando as impurezas e o excesso de álcool e água

Uma parte que coleta a urina

Na doença glomerular a primeira parte não está funcionando de modo adequado. Como resultado, substâncias que não deveriam estar na urina como sangue e proteínas podem aparecer por lá.

Essa doença renal pode se desenvolver rapidamente ou durante um longo período de tempo, sendo que existem vários tipos de doenças glomerulares e cada uma pode ter uma causa diferente.

Algumas vezes elas podem causar doenças muito graves, levando a insuficiência renal aguda, o que significa que os rins param de funcionar adequadamente.

Elas podem causar também doença renal crônica, que pode ser entendido como a parada lenta do funcionamento dos rins.

Os sintomas dependem do tipo de doença glomerular que a criança pode ter e o que poderia a estar causando. Estes podem ser:

  • Sangue na urina, ou urina avermelhada, rosada ou marrom.
  • Inchaço das mãos, da face, pés, ou barriga.
  • Sensação de cansaço.
  • Urinar pouco.

Algumas  pessoas podem nem mesmo apresentar sintomas, e acabam descobrindo o problema durante um exame de rotina.

Existem vários exames e testes diagnósticos para doenças glomerulares, que vão desde exames de sangue e urina, até ultrassonografia dos rins e biópsia, que é a retirada de uma pequena porção do rim para poder ser analisado por um médico patologista.

O tratamento de uma doença glomerular depende dos sintomas, o que está causando os sintomas e o quão rápido a doença está avançando.

Algumas não precisam de tratamento, mas apenas controle. Outras podem apresentar resolução sem uso de medicamentos específicos.

Quando há necessidade de tratamento, este pode incluir:

  • Medicamentos chamados esteroides.
  • Medicamentos muito fortes, os quais são capazes de desligar o sistema imune de uma criança.
  • Diuréticos, os quais fazem o pacientes urinar mais.
  • Anti-hipertensivos, pois algumas glomerulonefrites podem cursar com aumento da pressão arterial.
  • Hemodiálise, que é o procedimento em que uma máquina bombeia o sangue para fora do corpo, filtra e o reorganização para o corpo.
  • Diálise peritoneal, um procedimento que pode ser realizado até mesmo em casa, diariamente. Ele envolve a colocação de um fluido especial dentro da barriga da criança, o qual coleta o excesso de sal e água no sangue. Após o procedimento o fluido é drenado para fora do corpo.

Há ainda o transplante renal, usado quando a equipe médica decide que o melhor é a colocação de um rim saudável dentro do corpo de um paciente com doença renal.

Na maior parte das vezes em que um diagnóstico de doença renal glomerular é feito para os pais de uma criança, a palavra pode parecer estranha e o desconhecimento sobre o funcionamento de um dos órgãos mais complexos do corpo humano, como os rins, pode assustar.

Sempre tire suas dúvidas com seu médico e busque informações de fontes confiáveis, as quais ele mesmo pode indicar.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

A batida na cabeça.

O traumatismo craniano ocorre comumente na infância e na adolescência. A maioria dos traumas é moderado e não se associam a lesão cerebral, ou complicações crônicas.

Os pais de uma criança com traumatismo craniano devem colaborar com o serviço médico sobre a necessidade de avaliação clínica, monitorar, na medida da possibilidade, sinais e sintomas de piora e desenvolver um plano para diminuir os riscos de traumas futuros.

As quedas são a causa mais comum de trauma craniano em crianças, seguido de acidentes automobilísticos, bicicletas, prática esportiva e abuso. O risco de lesão cerebral aumenta com o grau de gravidade do trauma.

A criança precisa de avaliação médica sempre que:

  • Queda maior que 1 metro
  • Idade menor que 6 meses
  • Mais de um vômito
  • Apresenta convulsões ou desmaio
  • Apresenta dor de cabeça cada vez pior
  • Dificuldade para andar, falar ou enxergar
  • Parece confusa, ou age de uma maneira diferente, preocupante
  • Apresenta tontura após certo tempo
  • Apresenta sangramento nasal ou saída de líquido claro pelo nariz
  • Apresenta corte que continua sangrando mesmo após pressioná-lo por 10 minutos
  • Apresenta fraqueza ou sensibilidade diminuída em um alguma parte do corpo
  • Não consegue parar de chorar
  • Tem dificuldade de se manter acordado
  • Recebeu o trauma de maneira muito violenta

A maioria dos pais tem dúvidas sobre o que pode ser feito caso o trauma tenha sido leve. Primeiramente deite a criança, deixe-a relaxada, ofereça um pouco de água.

Se houve alguma lesão, pressione o local com uma gaze limpa por 10 minutos. Coloque gelo ou algo gelado nos locais inchados, por pelo menos 20 minutos.

Observe a criança atentamente. Se o trauma piorar, ou a criança começar a agir de maneira estranha procure rapidamente o serviço médico.

Após se apresentar em um serviço médico, o profissional poderá decidir se haverá necessidade de exames de imagem ou não, baseado na idade da criança, sintomas e o modo que o trauma ocorreu.

A maioria dos casos não necessita de exames de imagem. Todavia, se houver necessidade o exame a ser solicitado, se disponível, será uma tomografia computadorizada, pois ele mostra imagens detalhadas do cérebro e do crânio, evidenciando sangramentos ou lesões ósseas.

O tratamento escolhido depende da gravidade do trauma e dos sintomas apresentados.

Na maioria das vezes o médico irá optar por aguardar e observar a criança.

Os cuidados posteriores são definidos caso a caso.

O mais importante é a prevenção de acidentes que podem levar ao traumatismo craniano:

  • Não durma com o bebê no colo
  • Sempre utilizar de capacetes quando usar bicicleta, skate, patinete ou patins
  • Não brincar em ruas movimentadas
  • Instalar assento infantil de maneira correta no carro
  • Colocar portões e proteções em escadas
  • Ensinar crianças a atravessar as ruas olhando para os dois lados

Sempre tenha o controle da situação, tenha calma, proteja adequadamente sua criança e caso o acidente ocorra, avalie o que aconteceu e procure auxílio médico se dúvida, sempre que possível.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

Limpando os ouvidos.

O que há em uma orelha de criança que precisa ser sistematicamente higienizada com cotonetes introduzidos dentro do canal auditivo? Nada!

As partes internas da orelha não precisam ser limpas em casa, assim como pode ser muito perigoso utilizar qualquer tentativa de limpeza caseira, tais como tampas de caneta, palitos e cotonetes.

Os riscos são de lesionar a membrana timpânica, os ossículos que compõem o aparelho auditivo e, inclusive, piorar os problemas com a famosa “cera“.

A “cera”, ou cerumen auxilia na proteção do canal auditivo, prevenindo inclusive infecções.

Obviamente há casos em que há muito cerumen, levando à impactação, o que pode gerar sintomas como:

  • Dificuldade auditiva.
  • Dor nos ouvidos.
  • Zumbido.
  • Sensação de “ouvidos tampados”.

Essa impactação pode ocorrer pelas seguintes razões:

  • Doenças que afetam o canal auditivo, como problemas de pele que aumentam a produção de cerumen.
  • Canal auditivo pequeno.
  • Erros na higiene, como o uso de cotonete na parte interna do aparelho auditivo.
  • Grande produção de cerumen.

Se uma criança apresenta algum desses sintomas, procure um médico, ele poderá, após exame clínico, indicar qual a melhor maneira de resolver a impactação de cerumen, que vai desde o uso de medicamentos otológicos, até procedimentos especiais.

Resumindo, o canal auditivo não precisa ser limpo em casa, muito menos com cotonete, o que certamente irá piorar qualquer situação.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

 

 

 

 

Caxumba em surto.

Caxumba é uma infecção causada por vírus. Essa infecção causa inchaço de glândulas que ficam à frente das orelhas e próxima da mandíbula, chamadas glândulas parótidas.

Ela já foi muito mais comum do que atualmente. Poucas pessoas têm essa doença hoje em dia, pois a maioria das crianças é vacinada contra ela.

O sintomas variam. Algumas pessoas podem não apresentar nada, e outras podem apresentar:

  • Febre
  • Cansaço e desânimo
  • Dor de cabeça
  • Falta de apetite

Após, aproximadamente, dois dias do início destes sintomas as glândulas parótidas começam a inchar.

As pessoas podem se infectar com o vírus da caxumba, se elas não tomaram a vacina ou nunca tiveram a doença anteriormente, apenas com o simples contato com alguém infectado. Os sintomas podem durar de 14 a 18 dias.

Em momentos de surtos da doença, o que significa que várias pessoas apresentam caxumba, é importante rever o calendário vacinal das crianças, e em caso de dúvida entrar em contato com seu médico.

Além do uso de medicações sintomáticas indicadas por um médico, é possível usar compressas aquecidas no local inflamado, de 10 a 15 minutos, algumas vezes ao dia, para melhorar a dor local.

Os sintomas da doença geralmente melhoram em duas semanas. As principais e raras complicações da doença são inchaço dos testículos nos meninos, inflamação dos ovários nas meninas, inflamação do sistema nervoso e surdez.

O tempo que uma criança de precisa ser afastada de sua escola ou creche depende de caso a caso, e precisa ser avaliada pelo médico.

O mais importante para evitar a caxumba é o respeito ao calendário vacinal, e essa é a principal razão de surtos da doença acontecerem esporadicamente.

A razão para a vacinação inadequada pode ser desde o esquecimento da realização das doses de reforço, problemas do sistema de saúde, até boatos sobre efeitos colaterais inexistentes da vacina.

Algum tempo atrás foi realizada uma associação entre a vacina contra caxumba e o desenvolvimento de autismo, mas isso se mostrou falso, e incapaz de ocorrer.

Realize a imunização sem medo e proteja suas crianças.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

Vacina de gripe causa gripe?

“Meu filho tomou a vacina de gripe e agora está com nariz escorrendo, tossindo e com febre”, ou “nem vou tomar a vacina da gripe para não ficar resfriado” são frases que muitos de nós já ouvimos ou, de maneira incorreta, já dissemos.

Afinal de contas, como uma vacina que contém partes daquilo que causa uma doença não adoece um paciente? Como os médicos afirmam com tanta certeza que a vacina da gripe não causa gripe?

Vamos lá, a famigerada vacina da gripe tem várias etapas em sua produção. Ela se inicia pela escolha da cepa, ou tipo de vírus que será escolhido para proteção em cada ano.

Não é somente um tipo de vírus que causa a gripe, mas vários, e destes vários, alguns ainda podem sofrer mutações, ou modificações, que podem alterar, de tempos em tempos, qual causa mais ou menos casos de gripe.

Depois da árdua tarefa de escolher os tipos, eles são isolados e alterados para serem produzidos de um modo similar ao mesmo de 60 anos atrás, que é por meio de ovos, onde esses vírus alterados vão se reproduzir e é a razão de pessoas com reações alérgicas graves a elementos presentes em ovos devem conversar com seu médico antes de fazer uso dessa vacina.

Após essas etapas a vacina será preparada, com a inativação e purificação do vírus, e está é a razão de nós médicos afirmarmos que a vacina não causa gripe, neste passo o vírus, em outras palavras, é “morto”, e apenas suas partes inativadas são utilizadas. A purificação é o processo que garante que apenas as partes inativadas estejam presentes na vacina, e não outras partes, como proteínas do ovo, usadas na produção.

Mas de que serve o vírus “morto” então? Nossas células de defesa irão capturar essas partículas, e usar dessa informação para seu aprimoramento e evitar que, caso o indivíduo entre em contato com um vírus vivo, a infecção não seja tão grave como poderia ser.

Apesar disso tudo, há ainda risco de efeitos adversos, como a alergia a elementos da vacina, como já explicado, ou reações leves, relacionadas a nossa defesa corporal, como uma vermelhidão da pele após a injeção, mas jamais o desenvolvimento de gripe.

Se logo após a vacinação a criança apresentar sintomas de gripe, provavelmente ela já havia entrado em contato com algum vírus vivo, ou algum vírus que não foi escolhido para nos proteger via vacinal.

Sempre tire suas dúvidas com seu médico, em especial se seu filho precisa e pode fazer uso da vacinação contra a gripe, e saiba que existe sim uma razão para ter tanta certeza de que não foi a vacina da gripe que causou gripe.

 

A Homeopatia e a Criança.

O número de pais que optam por métodos alternativos para o tratamento de seus filhos é  bastante grande. Todavia, poucos buscam informações, mesmo que básicas, sobre a prática a que estarão submetendo suas crianças.

A Homeopatia é uma dessas escolhas, sendo extremamente popular no Brasil.

Esta é um sistema de tratamento médico inventado no século 18, que se baseia em dois princípios:

  • A lei dos semelhantes
  • A lei das diluições

De acordo com a lei dos semelhantes, uma substância que causasse um sintoma em uma pessoa saudável é usado para tratar a mesma condição em uma pessoa doente.

Como um exemplo grosseiro, um extrato de plantas que causasse alguma coceira, poderia tratar uma alergia.

Apenas com essa informação é possível pensar que a quantidade de reações adversas com o uso de substâncias homeopáticas deveria ser elevadíssimo, mas sabemos que não é isso que ocorre.

A segurança da Homeopatia é atribuída à sua segunda lei, das diluições, segundo a qual quanto mais diluído é o remédio, mais forte ele fica. Os Médicos Homeopatas acreditam que as substâncias diluídas contêm energia ou informação que é utilizada pelo organismo para curar seus sintomas.

A crítica a essa prática fica na contra-mão lógica de que tais substâncias são tão diluídas que não causariam efeito algum no paciente, mas que incita um efeito placebo, no qual o sistema psico-neuro-imunológico acaba sendo afetado de certa maneira.

Para a Pediatria, a Homeopatia deve ser tratada como uma terapia complementar, e pode ser discutida abertamente com os pais. Uma abordagem bem estruturada permite uma ótima relação médico paciente, em especial no entendimento dos valores e crenças da família da criança.

A terapia convencional sempre deve ser oferecida e discutida como primeira opção, indiscutivelmente.

Toda prática alternativa e complementar precisa ser conversada entre o médico e a família, em especial no que diz respeito a segurança e eficácia frente a enfermidade a ser tratada.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850

 

O que saber da Vitamina D?

 

A Vitamina D nunca ficou tão famosa quanto agora.

Essa fama crescente vem de inúmeras pesquisas que estão relacionando seus níveis séricos, ou seja, o quanto de Vitamina D está presente no organismo de uma pessoa, e a incidência de diversas doenças, muito além do que apenas sua função originalmente teorizada.

Mas o que é preciso saber dela antes de sair lendo manchetes de revistas e jornais sobre novas descobertas de suas funções?

Crianças e bebês precisam da Vitamina D para crescerem normalmente e com bom desenvolvimento dos ossos.

Nosso corpo a adquire via alimentos ricos em Vitamina D, como leite e derivados e através da exposição solar.

Os alimentos com maior quantidade dela além do leite são alimentos enriquecidos com Vitamina D, salmão grelhado e atum.

Sobre a exposição solar, saiba que o horário para ser realizado tem de ser antes das 10:00 ou depois das 15:00, com uso de proteção solar.

Se houver falta desta vitamina há possibilidade de desenvolvimento de Raquitismo, que é justamente relacionada ao mau desenvolvimento ósseo.

Por indicação da Sociedade Brasileira de Pediatria, toda criança abaixo de 2 anos de idade tem indicação de uso profilático desta vitamina, em doses indicadas pelo seu médico.

Existem grupos de risco para ter uma quantidade de Vitamina D abaixo da necessária, que seriam:

  • Indivíduos com pele escura.
  • Dieta pobre em alimentos com Vitamina D em sua composição.
  • Uso de certos medicamentos.
  • Crianças que nasceram prematuras.
  • Condições médicas especiais que tornam a captação desta vitamina mais difícil, como Fibrose Cística ou Doença Celíaca.
  • Baixa exposição à luz solar.
  • Há muito ainda a ser descoberto sobre a Vitamina D, e inúmeras pesquisas estão acontecendo.

Leia notícias sobre saúde e novidades farmacológicas com olhar crítico e saiba que a certeza de uma descoberta científica demora a ser concretizada.

Se há dúvida se seu filho, ou filha, está com falta de Vitamina D, converse com seu médico, fale sobre a dieta e o estilo de vida da criança.

Dr. Thiago Olivetti Artioli CRM-SP 163850